sábado, 19 de outubro de 2013

Agricultura que preserva a floresta motiva Caravana à Amazônia

Agroextrativistas, agricultores, lideranças dos movimentos sociais do campo e organizações da sociedade civil de todas as regiões do Brasil viajarão a comunidades de Santarém para descobrir o que significa fazer agroecologia na floresta Amazônica.
A Caravana Agroecológica e Cultural de Santarém será realizada nos dias 22 a 25 de setembro, com a participação de cerca de 100 pessoas e dois roteiros envolvendo sete comunidades: um passa pela Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns e o outro pela Floresta Nacional do Tapajós (Flona), incluindo a BR-163 e o município de Belterra.
 
A visita vai permitir conhecer a economia das comunidades, seus projetos para melhorar as condições de vida na floresta – como as Oficinas Caboclas (produção de moveis e artefatos com aproveitamento de resíduos de madeira), micro-sistemas de abastecimento de água, beneficiamento de produtos da mandioca e do extrativismo, viveiros de mudas para reposição florestal, entre outros. Debaterão com os povos da floresta – indígenas, ribeirinhos, quilombolas - os impactos de programas federais, como o Bolsa Verde.
Na oportunidade, os participantes da caravana também poderão conhecer novos e antigos conflitos territoriais que ameaçam os modos de vida das comunidades, impedindo o avanço da agroecologia. São exemplos, o projeto de construção de usinas hidrelétricas no Tapajós, o interesse os projetos das empresas de mineração na região, a expansão da fronteira agrícola na Amazônia, incluindo questões como o escoamento da produção de soja e a ação das madeireiras. Outro tema importante são as vitórias e desafios das comunidades para gestão destes territórios.
De volta à sede do município de Santarém será realizado um seminário de encerramento com debates sobre Os Desafios do Agroextrativismo na Amazônia e sobre Economia Verde e Serviços Ambientais (PSA).

As entidades responsáveis pela organização: Centro de Apoio a Projetos de Ação Comunitária (CEAPAC), Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém, Terra de Direitos, Casa Familiar Rural de Santarém (CFR), FASE e Associação Agroecológica Tijupá.

Esta caravana faz parte da mobilização do movimento pela agroecologia no Brasil para a construção do III Encontro Nacional de Agroecologia, a ser realizado em 2014.

A Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) é uma re de que reúne centenas de outras redes e organizações de todo o Brasil, interessadas em promover a agroecologia, baseada na produção de alimentos saudáveis, sem agrotóxicos, mantendo o equilíbrio entre os homens e mulheres e com a natureza, a partir do fortalecimento de sujeitos políticos e da sua atuação política.

Para tal, a articulação preocupa-se com a construção da autonomia dos povos e comunidades, considerando uma diversidade de temas tais como a posse da terra e os direitos territoriais; a sade; a soberania e segurança alimentar e nutricional; proteção, manejo e conservação dos recursos naturais; o acesso a mercados e o direito trabalho; a conservação da agrobiodiversidade e a igualdade de gêneros.

Seguindo a metodologia de outros eventos organizados pela ANA, o objetivo da Caravana Agroecológica e Cultural de Santarém é promover a troca de experiências entre agricultores fortalecendo experiências, a partir do olhar sobre os territórios onde elas acontecem.

22/10

16h Abertura no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém

Com sessões de apresentação da Articulação Nacional de Agroecologia, o III Encontro Nacional da entidade e o projeto das Caravanas Agroecológicas. Serão também apresentados o contexto local e os dois roteiros a ser visitados pelos participantes.

20h deslocamento dos participantes do roteiro FLON A para o Centro de Formação Chico Roque

22h – saída do barco para Resex Tapajos-Arapiuns

23 e 24/10 – Visita às comunidades

25/10 – Seminário de encerramento “Desafios do Agroextrativismo” e avaliação


23 e 24/10

Roteiro 1 - Reserva Extrativista/RESEX-TAPAJOS ARAPIUNS
23/10 – Comunidade Solimões

- Conversa com lideranças locais (STTR, TAPAJOARA, lideranças comunitárias) sobre o processo de luta de terra para conquista da RESEX; os novos conflitos de terra na RESEX (impactos UHE Tapajos); as formas de organização comunitária; e a identidade indígena;

- Visita a experiências de viveiro comunitário de mudas, de reposição florestal, do Fundo Dema, de beneficiamento e comercialização da borracha.

24/10 - Comunidade Surucuá (Manhã)

- Conversa com lideranças comunitárias sobre a cultura da comunidade, economia, educação, saúde, impactos de programas governamentais, como o Bo lsa Verde, e a atuação dos movimentos sociais na área;

- Visita às experiências de Oficinas Caboclas (produção de moveis e artefatos com aproveitamento de resíduos de madeira), trabalhos nos roçados, micro-sistema de abastecimento de água e comunicação;

24/10 Comunidade Santo Amaro (tarde)

- Participação na atividade de capacitação do STTR de melhoramento da farinha de mandioca;
Roteiro 2 - FLONA TAPAJÓS E PLANALTO SANTARENO;

23-10 FLONA DO TAPAJOS E BR-163
Manhã - Comunidade do Maguary (FLONA/Município de Belterra)
- Conversa com lideranças sobre o processo de luta de terra e as transformações na gestão da FLONA; os novos conflitos na FLONA; e a organização comunitária;
- Visita a experiência com artesanato de borracha, comercialização, beneficiamento, atividades com mulheres.
Tarde - Comunidade do Prata (BR-163/Município de Belterra)- Visita a Casa Famíliar Rural/CFR e a experiência da pedagogia da alternância.

24-10 – PLANALTO/REGIÃO CURUÁ-UMA
- Visita a comunidade quilombola do Murumurutuba – Conversa com lideranças da Federação das Organizações Quilombolas de Santarém/FOQS;
- Visita a experiência com açaí e pesca;
- Comunidade de Bom Jardim, visita a experiência de extrativismo, casa da farinha e beneficiamento de peixe;
25/10 – Seminário de Encerramento, Avaliação e Ato Público ou Encerramento
08:30 as 09:30h – Reflexões s obre Os Desafios do Agro-extrativismo na Amazônia
11 as 12:30 – Reflexões sobre Economia Verde na Amazônia (serviços ambientais, REDD).

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Jungle Marathon elimina atleta belterrense sem provas

O corredor Raimundo Fredson da Silva Souza, 32 anos, competia a Maratona de Selva “Jungle Marathon”, realizada anualmente na Floreta Nacional do Tapajós, município de Belterra, quando foi eliminado sem provas pela coordenação da maratona. O caso ocorreu na quinta-feira, dia 10, quando o atleta chegava à comunidade Jaguarari após cinco dias de corrida na mata tendo vencido a 4ª etapa da competição. Ele foi acusado pela coordenadora da Maratona Shirley Thompson de ter pego carona durante este percurso sendo que o mesmo alega ser inocente.

Fredson Souza é corredor há mais de doze anos e já participou de cinco etapas da Maratona de Selva. Ele venceu a competição em 2008, 2009 e 2010. Também já participou da Maratona de Santo Antônio, da X Terra em Manaus e de outras competições na região.

“Eu sou acostumado a correr longas distancias e não tinha necessidade de pegar carona. Fico indignado porque minha carreira está em jogo. Não posso ser acusado sem provas e ficar calado” afirma Fredson. Ele
diz que foi discriminado desde que foi fazer a inscrição já que a coordenação não queria aceitar a sua participação. “Paguei mil reais para participar junto com os corredores estrangeiros após muita luta”. A corrida iniciou na comunidade Prainha no dia 05/10 e terminou no dia 12/10 na Praia do Maracanã em Santarém.

A Maratona de Selva é realizada na Floresta Nacional do Tapajós há quase dez anos tendo a frente a empresa EventRate do qual Shirley faz parte. A maioria dos atletas são estrangeiros, porém em anos
anteriores havia a Categoria dos Paraenses onde os moradores da região podiam participar. A partir deste ano somente a categoria principal pode competir sendo necessário o pagamento de R$ 1.000,00 para que os brasileiros pudessem participar da corrida.

Na sessão desta terça-feira, dia 15,  o caso foi debatido na Câmara Municipal de Belterra. Os vereadores Willames Sousa e Helivelton Noronha que já haviam se manifestado no facebook voltaram a denunciar o ocorrido sendo que o atleta estava na plateia pedindo providências.

Saiba mais:
A Maratona de Selva é uma competição de autossuficiência, onde os participantes têm que trazer sua própria alimentação e equipamentos de sobrevivência.

Centena de participantes de diversos países tentam cumprir o percurso de 200 km na floresta que é considerada uma das mais belas unidades de conservação brasileira pelas suas comunidades, biodiversidade e beleza cênica em quase 600.000 hectares de reserva cercada por floresta densa e as águas do Rio Tapajós, um dos mais bonitos e menos poluídos do mundo.

A maratona foi divida em seis etapas com postos de inspeção distribuídos a cada 6 km, onde os atletas são monitorados por equipes médicas e reabastecidos com água. Neste momento os maratonistas percorrem a etapa mais longa que possui 90 km sendo percorrida durante toda a noite.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Viagem à Flona Tapajós

No final de setembro/13 viajei para a comunidade de Prainha localizada às margens do Rio Tapajós, zona rural do município de Belterra. Fui com amigos e pude apreciar as belezas da nossa terra que muita gente ainda não conhece, inclusive eu conhecia. São quilômetros de praias, florestas alagadas, igarapés e a própria Floresta Nacional do Tapajós, onde há três aldeias indígenas Mundurukus. A maior riqueza está no dia a dia das pessoas que vivem do extrativismo, da agricultura familiar e da pesca.
Recomendo à todos que conheçam a nossa região e visitem o povo ribeirinho de Belterra.
Lago do Jurucuri em Pindobal

Comunidade Prainha, Flona Tapajós

Comunidade Prainha, Flona Tapajós
 
Blogueira Mônica em visita à comunidade Prainha
 

Novo secretário de saúde toma posse em Belterra

Na manhã de segunda-feira (08-10) a prefeita Dilma Serrão empossou o novo Secretário de Saúde do município de Belterra José Antônio Rocha. A cerimônia realizada no Centro de Memória contou com a participação de vereadores, populares, a equipe de governo da prefeita, além do deputado estadual Antônio Rocha (PMDB).
 
Durante o ato, a prefeita destacou que a vinda de José Antônio para sua equipe, reforça seu compromisso com a saúde pública de qualidade. “A experiência dele vai ser fundamental para que nossa saúde receba ainda mais investimentos. Tenho certeza que vamos melhorar ainda mais o atendimento a nossa população, pois este é o nosso objetivo” ressaltou a prefeita.
 
Na Coordenadoria de Saúde assumiu a enfermeira Cristina Chagas. A ex-secretária Ana Claudia Tavares também estava presente na cerimônia e deve assumir a administração do Hospital Municipal de Belterra.