terça-feira, 4 de junho de 2013

Equipe de Governo visita a Cooperativa da Flona

A Prefeita de Belterra, Dilma Serrão e sua Equipe de Governo fizeram uma visita, hoje (04/06), no km 83 da BR-163, na Floresta Nacional do Tapajós, em Belterra, para conhecerem o Projeto Ambé que é desenvolvido pela Cooperativa Mista da Flona Tapajós-COOMFLONA, constituída por moradores da FLONA do Tapajós e tem como objetivo beneficiar essas comunidades tradicionais, a partir de manejo florestal comunitário e de baixo impacto, que prevê a exploração sustentável de produtos madeireiros e não madeireiros em uma área comum de 32.586,56 hectares da FLONA Tapajós.

Durante a visita foram apresentados os trabalhos das Entidades que estão ligadas diretamente ao trabalho do manejo florestal comunitário, a exemplo do do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que se fez presente através do seu Presidente o Senhor Fábio Menezes. Participarão também os Vereadores da Câmara Municipal de Belterra.

Após a explanação das Entidades, houve um grande e importante debate entre os participantes com objetivo de estreitar ainda mais a parceira para a busca de mecanismos que melhorem a qualidade de vida não somente da População que é atendida na Flona, mas também de todo o Território Municipal.
Na programação estava marcada uma uma visita de campo nas áreas de manejo florestal, mas com o avançar da hora ficou agendado para uma outra data.

Saiba mais sobre a Coomflona
Fonte: Assessoria de Comunicação do Projeto BR-163

Atualmente a Coomflona é formada por mais de 150 cooperantes de 23 comunidades da Flona do Tapajós localizadas nos municípios Belterra e Aveiro.

De acordo com o presidente da cooperativa, Sérgio Pimentel, morador há 50 anos na Comunidade de Tauari, dentro da Flona do Tapajós, as discussões para criação da Coomflona iniciaram em 1999 por três associações. "Inicialmente, enquanto produtores rurais que trabalhavam de forma individual, não tínhamos muito retorno. Após as discussões e a implantação do projeto de manejo, nossa renda melhorou”, contou Pimentel.

Segundo ele, todos participantes da Coomflona sentem a diferença, do antes e do depois da cooperativa. “Quando as pessoas começam a se conscientizar, com respeito ao meio ambiente, num trabalho visando um impacto reduzido, vejo que essa é a solução para outras comunidades locais, principalmente as da Amazônia", argumentou Pimentel.

Além do manejo madeireiro, a Coomflona desenvolve trabalhos com os não-madeireiros, como a extração de óleos vegetais, reaproveitamento de madeira para a construção de móveis e a coleta de sementes para a elaboração de biojóias.

Em 2003, os comunitários foram incentivados pelo Projeto de Apoio ao Manejo Florestal Sustentável na Amazônia (Promanejo) que atuou durante 11 anos na Flona do Tapajós, por meio de financiamentos do Banco Alemão de Desenvolvimento KfW. A partir da portaria número 40/2003 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) foi autorizado o início do projeto em forma experimental. Mas em 2005, houve a aprovação de forma definitiva do desenvolvimento do manejo comunitário durante 30 anos pela Coomflona, inicialmente denominado de Projeto Ambé.

Em 2009, a cooperativa foi agraciada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) com o Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente (Menção Honrosa), sendo campeão na categoria "Negócios Sustentáveis". Mais de 80 projetos de diferentes regiões do Brasil concorreram ao título.

O presidente da Cooflona classifica o sucesso da organização ao valor de pertencimento ao empreendimento ambiental: "Acabou aquela relação entre patrão e empregado. Hoje, todo mundo é cooperado, todos devem trabalhar da mesma forma para as coisas darem certo. Isso é o mais importante na cooperativa, a união de todos".

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