segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Projeto da USP “Bandeira Científica” chega em dezembro a Belterra

Por Marcelo Pellegrini e Natália Natarelli

A Bandeira Científica é um projeto feito por alunos da Universidade de São Paulo (USP) que leva, todo ano, cerca de 170 estudantes para prestar atendimento médico e realizar atividades educativas com a população de cidades carentes. Em 2011, Belterra foi escolhida para sediar a expedição, que ocorrerá de 13 a 21 de dezembro. Serão três postos de atendimento no Centro e nas comunidades de Maguari, Piquiatuba, Corpus Christi e São Jorge. Os estudantes também passarão pelas comunidades ribeirinhas.
O atendimento médico começará com uma triagem de Clínica Geral e, a partir das queixas, os pacientes serão encaminhados para especialidades como Oftalmologia, Pediatria, Ginecologia, Otorrinolaringologia, entre outras. Além da medicina, áreas como Odontologia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia, Nutrição também prestarão atendimento e farão atividades educativas com a população.

Foco no planejamento
A Bandeira Científica ainda conta com faculdades que desenvolvem projetos voltados para infraestrutura e planejamento. Os alunos da Escola Politécnica da USP planejam atividades de mapeamento do saneamento básico e da rede de esgoto, abastecimento de água e compostagem. Enquanto a Escola Superior de Agricultura trabalha com o manejo da terra e ações ligadas à agricultura em comunidades rurais.
Já a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade vai trabalhar com associações comunitárias e em projetos de geração de renda. O objetivo é melhorar a gestão e a administração das organizações locais.

Atividades Educativas
Foram planejadas para atuar em grupos estratégicos da comunidade: Agentes Comunitários de Saúde (ACS); Crianças, Jovens e Pais; e Gestantes.
Com os profissionais de Saúde serão abordados temas como: orientações sobre saúde bucal, doenças mentais e discussão sobre a profissão e os desafios do dia-a-dia.
Já com as crianças e jovens, as atividades serão voltadas para o esclarecimento sobre violência doméstica e como promover o diálogo entre pais e filhos. Especificamente para os jovens, serão discutidos temas como uso de álcool e drogas, gravidez na adolescência, planejamento familiar e educação financeira.
Para as gestantes, o projeto realizará o “Dia da Grávida” para fornecer orientações sobre o pré-natal, realização de ultrassom, orientação sobre saúde bucal, planejamento familiar e financeiro. O objetivo também é estimular a conversa e troca de experiência entre as gestantes, no intuito de perceber e abordar aflições e dúvidas comuns.
Além desses eixos, haverá atividades relacionadas à Agenda 21, à organização de cooperativas e com o Conselho Tutelar de Belterra.

sábado, 12 de novembro de 2011

Grupo Tapajós participa de Festival de Teatro na Bahia

O grupo Tapajós formado por jovens da cidade de Belterra e das comunidades ribeirinhas de Capixauã e Suruacá, município de Santarém, Oeste do Pará, é convidado especial do II Festival de Arte-educação “A Cidade CRIA Cenários de Cidadania”, que começou ontem, dia 11, e termina na quarta-feira, dia 16 de novembro, em vários pontos do Pelourinho e no Solar Boa Vista, na cidade de Salvador(Ba). O grupo se apresenta pela primeira vez na Bahia, promovendo um intercâmbio de fazeres e conhecimentos com artistas, arte-educadores e público local.

O intercâmbio foi viabilizado pelo Vivo EnCena, programa cultural da Vivo para as artes cênicas, que é parceiro do Centro de Referência Integral de Adolescentes (CRIA) na realização do festival. “Nosso interesse é aproximar as pessoas, revelar suas grandezas, promover essa troca, esse diálogo, mostrar o quanto é importante transitar entre as fronteiras de linguagens, culturas, regiões e gerações”, enfatiza a diretora de arte do CRIA, Maria Eugênia Milet.

O grupo Tapajós, apresenta a peça “Aquele que diz sim, e Aquele que diz Não – O exercício cênico” e a mostra cultural “Belterra, Capixauã e Suruacá – Beirando o rio, nosso lugar”, hoje, dia 12 de novembro, às 15 horas, no Solar Boa Vista. Na mostra, os participantes, que pela primeira vez se apresentam em um palco de teatro, contarão um pouco sobre suas comunidades nas quais vivem às margens do Rio Tapajós.

O grupo participará de uma oficina com projetos comunitários e do próprio CRIA, resultando no trabalho que será mostrado ao público, às 15h, também no Solar Boa Vista, no dia 15 de novembro.

O grupo estará representado também no seminário “Arte-educação em rodas de conversa”, que acontece no dia 16, encerrando o festival. Juliana Balsalobre e Roger Muniz (Grupo Tapajós/PA) participarão do diálogo sobre teatro comunitário, entre 10h e 12h.