terça-feira, 31 de maio de 2011

Resultado da enquete eleitoral

A enquete ficou assim:
1º lugar: Ulisses Medeiros do PMDB
2º lugar: Davirley Sampaio do PSDB
3º lugar: Amarildo Rodrigues do PT
A enquete teve  911 participantes e ficou disponivel durante cinco dias.
Confira o resultado total:
Ademar Sanches
  6 (0%)
Eduardo Paiva
  2 (0%)
Maria Freire
  2 (0%)
Dilma Serrão
  9 (0%)
Ulisses Medeiros
  485 (53%)
Amarildo Rodrigues
  158 (17%)
Doutor Macêdo
  12 (1%)
Davirley Sampaio
  199 (21%)
Newton Pantoja
  2 (0%)
Juvercílio Pereira
  23 (2%)
Nenhuma opção
  13 (1%)

PS: Obrigada aos que participaram e lembro a todos que esta enquete é um mero levantamento de opinião, sem qualquer rigor técnico ou método científico.

Senado aprova plebiscito sobre criação do estado do Tapajós

Mapa dos estados de Tapajós e Carajás (Foto: Arte/ G1)(Arte/ G1)

 Informação do G1
O plenário do Senado aprovou na tarde desta terça-feira (31) o projeto que prevê a realização de plebiscito sobre a criação do estado de Tapajós, que seria uma divisão do estado do Pará.
A matéria já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. E, em 5 de maio, o plenário da Câmara já havia aprovado um decreto legislativo que autoriza realização de plebiscito sobre a criação de Tapajós, que estaria localizado a oeste do Pará, ocupando cerca de 58% da área total do estado. Ao todo, 27 municípios estão previstos para o estado de Tapajós, que teria Santarém como capital.
Após a promulgação da proposta pelo presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), o plebiscito poderá ser realizado em até seis meses, de acordo com a organização da Justiça Eleitoral.
Carajás
O Congresso já aprovou projeto que prevê um plebiscito sobre a criação do estado de Carajás, que estaria localizado a sul e sudeste do Pará e teria como capital a cidade de Marabá.
O novo estado seria formado por 39 municípios, com área equivalente a 25% do atual território do Pará.

Tapajós e Carajás: um debate sobre geopolítica do Pará e do Brasil

Por Ednaldo Rodrigues*
Durante a semana (16-20/05) estive em Belém. Na oportunidade conversei com um pequeno grupo de professores e de candidatos ao mestrado, no Campus da UFPA. Uma professora me apresentou como santareno do Tapajós. Houve uma reação imediata de três ou quatro pessoas. Aproveitei a oportunidade para fazer alguns esclarecimentos.

Informei que a nossa luta não é contra os paraenses, residentes na região metropolitana, nem contra esse ou aquele governante do Estado Pará. A nossa luta é voltada à melhoria das condições de vida de uma população que historicamente foi relegada ao abandono pela falta de funcionamento do aparelho do estado Brasileiro; pela criação de oportunidades e pelo exercício  de nossa cidadania garantido na Constituição Federal  (Art. 18, Parágrafo 3º).

Lembrei a eles que a exemplo de outras pessoas do interior do estado eu também estava concorrendo a uma vaga ao mestrado e o processo é realizado 100% em Belém. As fazes exigem a presença do candidato e pagamos sempre  um preço alto, literalmente,  se quisermos chegar a Belém em busca de conhecimento, o mesmo direito que temos em relação aos moradores da capital.

Com isso, fica patente que as oportunidades às pessoas que vivem na capital não são as mesmas aos que vivem no interior do Estado e isso é excludente e cruel. Que a maioria dos cursos de pós-graduação implantados em Belém, nas universidades públicas, há anos, jamais chegou ao interior do Estado, pelo menos nas cidades pólos.

Nesse espaço, peço, humildemente, as pessoas que detém um conhecimento maior que nos ajudem a chamar atenção do Brasil a colocar em pauta assuntos relevantes, capazes de contribuir de forma efetiva com o desenvolvimento educacional, social, cultural, político e econômico do País, em vez de nos acusar e diminuir a nossa histórica luta por cidadania. Afinal, todos somos vítimas do mesmo sistema opressor e desumano.

Nós que defendemos a realização do plebiscito de Tapajós e Carajás estamos oferecendo oportunidade única ao Brasil e ao Pará de discutirmos e revermos a nossa geopolítica. Esse modelo que está posto aí é arcaico, excludente, autoritário e centralizador, implantado de forma autoritária pelo Brasil Império e que se mantém até hoje. 

Também compreendemos as reações tanto dos que são favoráveis, quanto dos que são contra a possibilidade de se desmembrar o Pará e criarmos dois novos estados. Só não compreendemos o posicionamento de algumas pessoas esclarecidas, inclusive políticos eleitos por plebiscitos e que fazem campanha ferrenha de baixo padrão contra a realização do plebiscito de Tapajós e Carajás.

Isso demonstra de forma clara porque a geopolítica do Brasil jamais foi colocada em pauta. Isso demonstra o nosso despreparo e de nossos representantes políticos, pois o que estamos pleiteando está garantido na Constituição Federal, Artigo 18, parágrafo 3º, com a seguinte redação:

Parágrafo 3º - Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.”

Nem o governador do Estado do Pará, mesmo após fazer o juramento como governante, não tem o direito de ser contra o plebiscito. A constituição do Pará não está acima da Constituição do Brasil, que garante a realização de plebiscito, de acordo com o texto acima.

 Outro assunto que está garantido no artigo acima é que o plebiscito será realizado, somente, na área diretamente interessada. No caso de Tapajós e Carajás as áreas diretamente interessadas são as regiões oeste e sul do Estado e não o Pará inteiro, que historicamente, jamais demonstrou interesse em qualquer emancipação. Pode até acontecer ao contrário, mas esses políticos e empresários vão ter que rasgar a constituição do país.

Disse aos belenenses que o Movimento pelo Plebiscito está disposto a discutir o tema em qualquer lugar com razão e equilíbrio, fundamentado nas questões históricas. Precisamos nos unir para debatermos a geopolítica do Pará de forma madura e não forma emocional. 

Os belenenses precisam perceber que a emancipação do Tapajós vai contribuir ainda mais com a qualidade de vida dessa gente. Precisam ser mais paraenses do que já foram até hoje e deixar de acreditar em políticos que defendem a bandeira do contra porque é a única maneira de se reelegerem e se perpetuarem no poder.

Os mesmos que defendem o Pará grande, não fazem funcionar o aparelho do estado para evitar a morte de tantas crianças, mulheres e idosos no Oeste e no Sul do Pará. Os belenenses precisam perceber que esses políticos os convencem pela emoção, mas não dizem que a redução territorial do Pará remanescente vai melhor as condições de vida do povo de Belém, que detém um maior índice do IDH do Estado.

Os paraenses da capital precisam ser mais espertos e começar a pesquisar e entender porque uma pequena elite de políticos e empresários é contra a emancipação. Precisam entender que o Pará não se resume a capital do Estado. Que existe uma imensidão de território onde as pessoas também gostariam de ter acesso a educação, saúde, saneamento básico, infraestrutura, segurança pública, lazer, entretenimento e outros serviços básicos, garantidos na Constituição de nosso país.

Paraenses de Belém e de outros municípios do Pará remanescente precisamos abrir nossos olhos. Se assim o fizermos vamos perceber que o nosso inimigo é comum: o modelo arcaico de nossa geopolítica. E esse modelo só vai mudar com a criação de grandes projetos de desenvolvimento que, certamente, também passam pela criação de novos estados, em benefício do Pará, da Amazônia e do Brasil.

*O autor é jornalista e professor universitário
E-mail: ednaldorodrigues@hotmail.com

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Nenhum minuto de silêncio, mas uma luta pra toda vida

Gente, estou indignada com a onda violenta que assola a Amazônia nestes ultimos dias. Sei que estes conflitos não são de hoje mas precisamos continuar lutando para outras vidas não sejam ceifadas.

Concordo com o comentario da companheira Antonia Uchoa que disse aqui no blog: "Direitos Humanos e Justiça são para quem neste país? E valido repetir: Nenhum minuto de silêncio, mas uma luta pra toda vida".

Publico abaixo um documentario feito em 2009 em que trato de desmatamento, avanço da soja e desenvolvimento sustentavel aqui em Belterra e na região Oeste do Para.

domingo, 29 de maio de 2011

Grupo pró Tapajós reúne em Manaus

O grupo de líderes que apóia o Estado do Tapajós no Amazonas se reuniu no último sábado, 28, com a proposta de discutir de que forma os paraenses que moram em Manaus podem ajudar na votação marcada para esta terça-feira no Senado.
Jornalistas, empresários e líderes de comunidades paraenses, definiram em divulgar através das emissoras de rádio, televisão e sites de Manaus os nomes e e-mails de senadores que ainda não apóiam a causa e que precisam conhecer um pouco mais sobre o assunto. “A idéia é enviar o maior número possível de e-mails para esses senadores para que eles possam nos dar esse apoio na terça-feira” disse Luiz Alberto, que milita há anos na luta em favor da criação do Estado do Tapajós.
Durante as discussões ficou proposto a realização de um evento na cidade de Manaus para reunir o maior número possível de paraenses com o propósito de esclarecer ainda mais o tema assim como disseminar a idéia de que o novo estado beneficiará todas as gerações presentes e futuras da região.
“Após esse resultado de terça-feira é que sentaremos para discutir mais detalhes sobre o evento, a princípio temos que nos mobilizar para conseguir a aprovação no senado e a partir de então divulgar mais do que nunca a idéia em favor do nosso estado” afirmou Luiz Alberto.
Atualmente, segundo os últimos levantamentos do IBGE, são mais de 300 mil paraenses que moram na capital amazonense e pelo menos 80 mil ainda votam nas regiões que compreendem os 27 municípios que farão parte do futuro estado, segundo a coordenação do movimento em Manaus, esse número pode aumentar dependendo da mobilização de todos através das redes sociais, jornais, contatos por telefone ou pessoalmente, confirmou Ademar Ferreira.

Regis Balieiro-Jornalista
Membro do movimento pró Tapajós em Manaus

sábado, 28 de maio de 2011

Assassinado líder camponês de Rondônia

O líder camponês Adelino Ramos, conhecido como Dinho e um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara em 1995, foi assassinado sexta-feira(27) no estado de Roraima e é a terceira pessoa morta esta semana em conflitos de terras na Amazónia.

Dinho, que em Agosto de 1995 sobreviveu ao ataque em que morreram 12 pessoas, entre camponeses e crianças, às mãos de um comando de supostos paramilitares, foi assassinado quando vendia  hortaliças no Distrito de Ponta do Abunã, em Porto Velho, capital de Rondônia.

Segundo a organização católica Pastoral da Terra, o camponês foi baleado por atiradores que se faziam transportar numa motocicleta.

Belterra se prepara para a Festa de Santo Antônio

 A Paróquia Santo Antônio de Pádua em Belterra se prepara para mais uma Festividade em honra de seu Padroeiro; este ano, com o tema “NOSSA MISSÃO É DEFENDER A VIDA PLENA”  e  lema “ELE OS ENVIOU PARA ONDE ELE MESMO DEVIA IR”.
A partir do dia 1º de junho inicia a tradicional Trezena de Santo Antonio, com o Círio saindo da residência do senhor Reinaldo Galvão, na Estrada 1 até a Matriz. A programação inclui celebrações dos Sacramentos do Batismo e do Matrimônio, Novenas, Terço, Ofício Divino das Comunidades e celebração Eucarística com a participação das CEBs, Pastorais e instituições locais.
 No dia 13 de junho, encerramento da festa, além da Procissão, os fiéis participarão da 4ª Caminhada de Santo Antônio, saindo do Bairro de N. Sra. das Graças (Estrada 10), passando pelo Bairro de São José (Estrada 8) seguindo até a Igreja Matriz.
Dentro do contexto da Missão Diocesana, as Comunidades Eclesiais de Base  vêm realizando, desde o dia 01 de maio, a Oração do terço de Nossa Senhora juntamente com a Peregrinação de Santo Antônio nas casas das famílias de Belterra, um gesto que começou há um ano e que contagiou toda a Comunidade Católica Belterrense. Neste dia 28 de maio, às 19h30 haverá uma celebraçao de encerramento da peregrinaçao com o sorteio das imagens de Santo Antônio.

Inscreva-se para XII Maratona de Santo Antonio em Belterra-PA

Já estão abertas as inscrições para XII Maratona de Santo Antonio da cidade de Belterra/Pará. Este ano a tradicional maratona distribui mais de 15 mil reais de premiação entre as categorias PRINCIPAL (masculino e feminino) e MÁSTER (masculino).





MASCULINO ADULTO

1º COLOCADO: R$ 4.000,00
2º COLOCADO: R$ 2.000,00
3º COLOCADO: R$ 1.500,00
4º COLOCADO: R$ 600,00
5º COLOCADO: R$ 300,00

FEMININO ADULTO

1º COLOCADO: R$ 1.500,00
2º COLOCADO: R$ 1.000,00
3º COLOCADO: R$ 800,00
4º COLOCADO: R$ 500,00
5º COLOCADO: R$ 300,00

MÁSTER MASCULINO

1º COLOCADO: R$ 1.500,00
2º COLOCADO: R$ 1.000,00
3º COLOCADO: R$ 800,00
4º COLOCADO: R$ 500,00
5º COLOCADO: R$ 300,00

PREMIAÇÃO PARA OS BELTERRENSES QUE NÃO CHEGAREM ENTRE OS CINCO PRIMEIROS EM TODAS AS CATEGORIAS.

1º COLOCADO: UMA BICICLETA
2º COLOCADO: UM CELULAR
3º COLOCADO: UM CELULAR
Faça sua inscrição aqui ou ao lado deste blog(direita). Lá também você encontra mais informações.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Onde está o meu amor?

A música do dia é da banda de Paulo Ricardo, a sensacional RPM. 

 

Onde está o meu amor?
Quem será?
Com quem se parece?
Deve estar por ai
Ou será que nem me conhece?...

Onde andará o meu amor?
Seja onde for
Irá chegar!...

Onde está o meu amor?
Que será que ele faz da vida?
Deve saber amar e outras coisas
Que Deus duvida...

Corre, se esconde
Finge que não
Jura que sim
Morre de amores
Aonde?
Longe de mim!...

Onde está o meu amor?
Leve e envolto
Em tanto mistério
Deve saber voar
Deve ser tudo que eu espero...

Onde andará o meu amor?
Seja onde for
Eu sei que vai chegar
Vai chegar!...

Corre, se esconde
Finge que não
Jura que sim
Morre de amores
Aonde?
Longe de mim


Onde está o meu amor?
Deve estar em algum lugar!...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Belterra realiza a I Conferência de Turismo


O Governo mais Prosperidade para Belterra, através da Secretaria Municipal Meio Ambiente e Turismo promoveu no dia 25 de maio de 2011 na Comunidade de Aramanai a Conferência de Turismo com o Tema “Fortalecendo o Desenvolvimento do Turismo Sustentável em Belterra”. Objetivando validar a proposta de Lei da Política Municipal de Turismo. 

 

No mesmo evento, foram apresentados os resultados do Projeto de Fortalecimento do Destino Referência em Ecoturismo realizado pela Associação das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura -  ABETA.


De acordo com a Secretaria Municipal, a Política de Turismo é um marco para o desenvolvimento turístico no município de Belterra, mais um instrumento de garantia do desenvolvimento turístico com responsabilidade ambiental, econômica e social.

 

Esta lei deverá estabelecer normas sobre a Política Municipal de Turismo, definindo as atribuições do Governo no planejamento, desenvolvimento, estímulo ao setor turístico, disciplina a prestação de serviços turístico e fiscalização dos prestadores de serviços turísticos. Busca ainda compatibilizar o uso turístico, com a qualidade de vida da população local, bem como promover o turismo sustentável, conservar o meio biológico, fortalecer a cadeia produtiva do turismo, além de promover o investimento privado de forma ordenada e incentivar práticas sustentáveis pelos empreendimentos turísticos.

 

O evento contou com efetiva participação do Exmo. Sr. Prefeito Geraldo Pastana, da Câmara Municipal representada pela Vereadora Malú, pelo Secretário da Gestão do Meio Ambiente e Turismo Sr. João Rocha, Secretários de Governo, Presidente do FORETUR Prof.. Arildo Nogueira, Associação das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura -  ABETA. Conselho de Turismo e Meio Ambiente, Organizações Governamentais e Não Governamentais, Associações, Instituições de Ensino, o TRADE turístico do município, empreendedores autônomos como artesãos, condutores de turismo e grupo de cultura local.

 

Após a apresentação, discussão e validação da proposta de lei pela assembléia presente, a ABETA fez a entrega de um Kit contendo o Plano de Marketing do Pólo Tapajós (Santarém e Belterra), um Plano de Comunicação de Ecoturismo e Turismo de Aventura e fez referencia do Portal na Internet que será lançado no dia 22/06/11 que servirá para promoção do Destino.

 

  “Para isso convidamos todos os atores sociais envolvidos na recepção, acolhimento e atendimento das necessidades dos turistas, sejam eles da zona urbana, da zona rural, pequenos, médios ou grandes empresários, enfim, todos que de alguma forma participam direta ou indiretamente da atividade turística em Belterra estavam reunidos para debater ações para o desenvolvimento do turismo no município”, destacou Diana Colares – Bacharel em Turismo da SEMAT. 

 

O Evento teve o apoio da Fase Amazônia, União Européia, Oxfam e Actionaid.

Enquete: Se a eleição fosse hoje, em quem votarias para prefeito(a) de Belterra?

Olá leitores(as),

Publiquei uma enquete aqui no blog(lado direito) para saber a sua opinião sobre os pré-candidatos à Prefeitura de Belterra. A pergunta é bem simples:
 - Se a eleição fosse hoje, em quem você votaria para prefeito(a) de Belterra?

Responda e chame seus amigos à participarem também.
Lembro a todos que esta enquete é um mero levantamento de opinião, sem qualquer rigor técnico ou método científico.



Participe!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Casal de camponeses é assassinado em Nova Ipixuna

Os camponeses Maria do Espírito Santo da Silva e José Claudio Ribeiro da Silva foram assassinados na manhã desta terça-feira (24), no Projeto de Assentamento Agroextrativista Praialtapiranheira, em Nova Ipixuna, sudeste do Pará.
Eles eram casados, lideravam a associação de camponeses da área e vinham denunciando, há anos, a ação de madeireiros destruindo a floresta.
As vítimas denunciaram também que estavam sendo ameaçados de morte pelos madeireiros, mas nunca conseguiram proteção policial.

Viagem Santarém/Belterra

Do Blog O Mocorongo

Nas décadas de 50/60, as viagens "por terra", no trecho Santarém/Belterra, eram feitas com duração de mais ou menos 5 horas, em caminhões pau-de-arara, um do Manoel Mota e outro do Manoel Rufino Silva, que trasportavam cargas e passageiros, com muitas paradas à beira da estrada de má qualidade, sem nenhum tiquinho de asfalto. Na época invernosa, a lama e a buraqueira provocavam muito atraso nas viagens, pois os veículos permaneciam por muito tempo atolados e o problema só era solucionado com a ajuda dos próprios passageiros - homens, mulheres e crianças - que empurravam os pesados caminhões.

Uma das paradas obrigatórias - a mais esperada pelos passageiros - era no bar/lanchonete/restaurante da dona Mariana, uma simpática cearense, na colônia Morada Nova, onde ela e o marido Mariano, serviam saboroso café quentinho com pão, broa, tapioquinha ou bolo de milho e, á claro, doses da "mardita".

Naquela época, podia-se, também, fazer a viagem Belterra/Santarém e vice-versa, "por água", no confortável e seguro barco/motor "Deoclécio", de propriedade do Raimundo Figueira, empresário santareno que tinha um bem equipado estaleiro naval para fabricação e reparos de embarcações.

Atualmente, tudo mudou pra melhor, graças a Deus. A estrada está asfaltada e o transporte de pessoas e cargas é feito em ônibus confortáveis, além de outros meios alternativos como kombi, vans, etc. A duração é um pouco mais de uma hora.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

PT define pré-candidatos para prefeitura de Belterra

No último domingo (22), cerca de 100 pessoas estiveram presentes no encontro municipal do Partido dos Trabalhadores em Belterra. A atividade, realizada na sede local do PT, contou com a participação do prefeito Geraldo Pastana; do Presidente da Câmara Municipal, Ademar Sanches; do Deputado Estadual Airton Faleiro e do representante do Diretório Nacional do PT, Marquinho Oliveira
Além da escolha de delegados para o encontro estadual e dos debates sobre reforma estatutária, balanço do governo e conjuntura, a plenária definiu o nome de três pessoas para a pré-candidatura do pleito eleitoral de 2012.
Na disputa para a prefeitura de Belterra, foram escolhidos como pré-candidatos o presidente da Câmara Municipal, Ademar Sanches; a secretária de Educação, Cultura e Desporto do município, Dilma Serrão e o  secretário de Trabalho e Promoção Social, Amarildo Rodrigues.

Rede Itsnoon premia jovens

A Rede Itsnoon divulgou na sexta-feira, 20, o resutado da 3ª fase da chamada criativa: Como o celular pode te ajudar a transformar sua comunidade?
Jovens de todo o Brasil inscreveram suas ideias através de fotografias, vídeos e músicas mas apenas  25 tiveram trabalhos selecionados, sendo esta blogueira, uma das premiadas.
Conheça todos os ganhadores no link:
http://itsnoon.net/2011/05/20/selecao-como-o-seu-celular-pode-te-ajudar-a-transformar-a-sua-comunidade-3a-fase/

São Francisco é campeão do Sub-17

O São Francisco confirmou o título do Campeonato Santareno Sb 17 ontem à tarde (22) com uma nova vitória por 3 a 1 sobre o Arsenal/Belterra. O time azulino ganhou o título invicto.
Os gols do São Francisco foram marcados por André (2) e Lázaro, com Edgar descontando para o Arsenal.
O São Francisco recebeu o troféu de campeão, ofertado pela Prefeitura de Santarém, das mãos do ex-jogador Tomé Guimarães. Já o Arsenal recebeu o troféu de vice-campeão, ofertado pela Federação Paraense de Futebol, das mãos do médico Alberto Tolentino.

PS: Parabenizo aos amigos da Coordenadoria de Desporto que abriram este caminho para a juventude de Belterra mostrar seu talento no futebol. Parabéns para a garotada de Belterra que levou o nome da nossa cidade para este campeonato.

domingo, 22 de maio de 2011

PT de Belterra realiza encontro neste domingo

O Partido dos Trabalhadores - Diretório de Belterra convocou todos os filiados para realizar neste domingo, 22 de maio, o Encontro Municipal do PT. Na pauta está: Conjuntura nacional, estadual e municipal; Eleição de Delegados para o Encontro Estadual do PT; Reforma do Estatuto do PT e Desafios para as Eleições de 2012.
O Encontro do PT começa às 9 horas, na sede do Partido, na Estrada 1, nº 2947, Bairro Jurubeba.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Novos Estados: o Pará já está dividido, e por dentro, infelizmente!

Estação Rodoviária de Marabá:
muitos destinos, menos Belém (Fotos: MD)
 Por Manuel Dutra

Se tomarmos o fato de que os embates por uma divisão territorial, política e administrativa, ou seja, o processo de luta por autonomia política começa muito antes da separação física, de fato, não há nenhum exagero em afirmar que as regiões Sul/Sudeste e Oeste paraenses, isto é, o Tapajós e o Carajás, já se acham relativamente separados da união composta pelo Estado do Pará.

Em fevereiro estive em Marabá, Tucuruí, Breu Branco e Jacundá e, nesses municípios do pretendido Estado do Carajás, já existe um fumo relativamente forte, se não como movimento organizado em prol da separação, mas de indiferença em relação ao grande Estado. Daquela região as pessoas ligam-se, cultural e afetivamente, mais ao Maranhão, Goiás, Mato Grosso, Piauí e Minas.

As cidades mais procuradas, por exemplo, para tratamento médico especializado, são Araguaína, Palmas, Goiânia, e cidades maranhenses e piauienses. Para Belém, em comparação, as viagens são raras, tal como se vê nas placas e horários de saídas de ônibus nas duas estações rodoviárias de Marabá (foto acima).
Porto de Santarém recebe transatlânticos
e está na mira dos exportadores da ZF

Nesta cidade, eu ouvi a expressão "vocês, do Pará", indicativo de um estado de ânimo ainda difuso e que, se trabalhado com competência por lideranças sociais e políticas, pode incendiar os ânimos e catalisar o ímpeto separatista.

No Oeste, onde estive em Santarém semana passada, realizou-se um grande encontro de lideranças políticas, empresariais e de movimentos sociais (novidade: os movimentos sociais e ONGs estão entrando na luta). Havia políticos de diversos municípios da região, representantes do Sul/Sudeste do Pará e de Manaus. Esta cidade amazonense tem particular interesse na criação do Tapajós.

Os empresários e os políticos de lá imaginam que, com a autonomia, a BR-163 seria logo viabilizada economicamente, com asfalto em todo o percurso, dando vazão às exportações da Zona Franca de Manaus com mais rapidez em direção ao centro/sul do País. E a preços incomparavelmente mais competitivos do que descer o rio Amazonas até Belém e tomar e Belém-Brasília.

Mas não é disto que falo. Penso mais naquela expressão "vocês, lá do Pará" e de outra, que ouvi em Santarém, de um engenheiro agrônomo: "Eu e muita gente aqui queremos mostrar aos nossos irmãos de Belém, e de outras regiões, que nós não somos paraenses".

Esta é a separação já existente, por dentro. Quem nasceu e se criou em Belém e nas regiões mais próximas à capital, e não conhece nem o Sul nem o Oeste do Pará, não tem idéia dessa velha aspiração. Imaginam que se trata, apenas, de ação aventureira. Esta existe em todo e qualquer movimento político e social, mas não se pode desconhecer que a autonomia político-administrativa enraíza-se no povo, faz parte da cultura de gerações.

Dessa forma, o Pará já se acha dividido. O que o plebiscito revelar, seja o sim, seja o não, essa realidade não só permanecerá como, em qualquer das duas opções, se aprofundará. Uma possibilidade que deveria fazer refletirem as lideranças maiores do Pará e daquelas duas regiões. Afinal, não se leva a campo uma luta dessa magnitude pensando apenas dentro de gabinetes. Por que não vão às ruas, ouvir o povo de lá e de cá, antes do plebiscito?

Uma dura situação está posta: se houver plebiscito, seu resultado trará graves consequências, grave aqui não apenas no sentido negativo, mas a gravidade de prováveis novas soluções para velhos problemas. Se não houver plebiscito, a frustração de uma imanesa parte da população do Pará crescerá. Se correr o bicho pega, se ficar... Há lideranças para levar em conta estas possibilidades? (Duvido!)

Uma tarde em Alter do Chão

A praia está coberta de água, mas vale a pena o passeio de canoa pelo Rio Tapajós. Dependendo do horário, dá até pra ver os botos desfilando rio afora no balanço da maresia
No domingo passado estive lá com algumas amigas e pude aproveitar aquele paraiso.

A Ilha do Amor está coberta e ao fundo avista-se a Serra Piroca

As manas: Cibele, Livia, Myriam e eu


Arsenal Belterra joga hoje

O primeiro jogo da decisão do Campeonato Santareno de Futebol Amador Sub-17 será hoje, às 20 horas no Estádio Colosso do Tapajós. Nosso Arsenal Belterra, campeão do primeiro turno, joga contra o São Francisco, campeão do segundo turno.
De Belterra, sairá um ônibus às 17h de frente da Praça Brasil levando os torcedores para o estádio.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

As chances do Tapajós

Artigo de Paulo Leandro Leal

O Estado do Tapajós deveria ter sido criado pela Constituição de 1988, a exemplo do Tocantins. Não o foi por falta, à época, de lideranças políticas que defendessem a sua criação e por manobras de políticos paraenses. Há mais de um século, se almeja a criação de um estado na região, tão distinta e tão longe do centro do poder no Pará, mais próxima e mais semelhante com o Amazonas. Agora, estamos à volta com mais uma oportunidade, desta vez, através da consulta popular.

Apesar do furor que toma conta da elite da região, após a aprovação, pela Câmara Federal, da realização do plebiscito, a verdade é que a criação do Tapajós é um sonho tão distante como sempre fora. A conjuntura atual é muito desfavorável, devido a fatores políticos, econômicos e, especialmente, um conjunto de situações que poderá sepultar, de uma vez por todas, o sonho de transformar o oeste do Pará em um estado independente, capaz de solucionar os seus problemas e atender os anseios da sua população.

Uma pesquisa de opinião hoje revelaria que o “não” venceria facilmente em uma consulta popular que fosse realizada em todo o Pará. Não acredito que a votação será somente nas regiões a serem desmembradas, afinal, a Constituição fala em população diretamente interessada e seria ingenuidade não aceitar que toda a população paraense é diretamente interessada na divisão ou não do seu Estado. Insistir na votação somente nas regiões desmembradas pode levar a uma disputa jurídica de anos e, ao final, chegar ao mesmo ponto de partida.

Portanto, com as energias voltadas para a mobilização em favor do “sim”, cumpre fazer contas. Convencer o máximo possível de pessoas na região metropolitana de que a re-divisão territorial será boa para todos, acredito ser a grande missão que, se cumprida, é capaz de permitir a emancipação política. Uma tarefa muito difícil, hercúlea, devido ao poder maior de mobilização das elites daquela região e, em especial, do poder financeiro que começa a ser mobilizado em favor da “causa” do Pará Grande.

Muito mais difícil ainda porque, na esteira da criação do Tapajós, está a criação do Carajás, esta sim, considerada inadmissível pela população de Belém a arredores. Quem já morou em Belém ou conhece bem a região metropolitana sabe, muito bem, que não existe tanta rejeição à criação do Estado do Tapajós, considerada uma região distante e esquecida. Muitos nem sabem onde fica. Uma região pobre, sem acesso e sem muitas perspectivas de desenvolvimento.

Já a região Sul, a do Carajás, é considerada a “menina dos olhos”, por possuir imensas jazidas minerais sendo exploradas e por estar recebendo volumosos investimentos na verticalização desta produção mineral. As elites econômicas e políticas incrustadas na Capital não aceitarão facilmente perder a “galinha dos ovos de ouro”, como é considerada a região do Carajás. A grande luta, a meu ver, não terá nada ou terá pouca relação com a região do Tapajós, que entrou nesta de penetra, literalmente falando.

O plebiscito só foi aprovado na Câmara por causa da mobilização de empresários e políticos do Sul do Pará. Ano passado, por um fio o projeto do Carajás não foi aprovado sozinho, enquanto o do Tapajós dormia empoeirado em alguma gaveta do Congresso e os políticos e a classe empresarial da região dormia em berço esplêndido. Após o susto, o oeste do estado pegou carona na mobilização do pessoal do Carajás, e conseguiu que os projetos fossem votados em conjunto, dada a mesma natureza de ambos. E assim se deu a aprovação, chegando a atual situação.

O projeto de criação do Tapajós foi apresentado no Congresso muitos anos antes do que o do Carajás. Mas a letargia da classe política da região e da elite econômica, fez com a tramitação fosse muito demorada. O projeto chegou à Câmara enquanto pouco se falava em Carajás. Enquanto o Tapajós estava engavetado na Câmara, o projeto do Carajás foi apresentado no Senado, passou em todas as comissões, chegou à Câmara, passou por todas as comissões e por pouco não foi aprovado antes do Tapajós.

Para se ter uma idéia da demora, o projeto que autoriza o plebiscito do Tapajós terá que retornar ao Senado, por ter sido alterado na Câmara para incluir municípios que, à época de sua proposição, não existiam. Se o poder de mobilização política da região do Tapajós se mantiver, é bem provável que o projeto nem seja votado no Senado a tempo para a realização do plebiscito em conjunto com o Carajás, mas ai já seria demais.

Com o plebiscito em conjunto, tem-se a vantagem de as duas regiões votarem em peso pelo “sim”, mas se botar na balança o peso eleitoral dessas regiões e o da região metropolitana, o “sim” perde feio, de goleada. A única chance é conseguir convencer mentes e corações de pessoas que moram na capital e municípios vizinhos, tarefa difícil no caso do Tapajós, e dificílima no caso do Carajás. Daí a complexidade da situação.

Acho legítimo e concordo com o desejo emancipacionista do Sul do Pará. No entanto, é fato que, se tivesse havido uma mobilização grande das elites políticas e econômicas do Oeste, o plebiscito do Tapajós teria sido realizado há bastante tempo. Teria sido fácil conseguir que a população do Sul do Pará votasse pela criação do Tapajós, até por manterem o mesmo desejo, e como não existe tanta rejeição em Belém a este novo Estado, a aprovação seria bem mais fácil do que agora.

É bem verdade que se tratam de dois plebiscitos, e uma estratégia inteligente é pugnar para que exista então duas votações. Uma pergunta sobre a criação do Tapajós e outra sobre o Carajás. Entretanto, é muito complicado fazer uma mobilização dissociada do Carajás, o que pode criar um clima desagradável e causar perda de votos na região Sul do Pará.

A esperança é que o pessoal do Carajás use todo o seu peso político e financeiro a favor da re-divisão do Estado, conseguindo cumprir a difícil missão de convencer a população de Belém e região de que a nova configuração territorial é boa para todos. Se for assim, seremos eternamente gratos a eles, mas devemos nos preocupar muito, em termos na mão um novo estado com tão pouco poder de mobilização política e com uma elite tão mesquinha e despreocupada.