quinta-feira, 31 de março de 2011

UFOPA realiza aula inaugural em Belterra

No próximo sábado, dia 02, a partir das 8 horas da manhã, a UFOPA  realizará em Belterra a aula inaugural do curso de Gestão Escolar em parceria formalizada com a Prefeitura local. A primeira turma oferece mais de 40 vagas e é formada por professores que estão no exercício da função no município.

A Universidade Federal do Oeste do Pará também planeja oferecer cursos de graduação e em breve divulgará os cursos e como será o  processo de seleção. Todos as atividades da UFOPA serão realizadas na Escola Manuel Garcia de Paiva no bairro de Santa Luzia, conhecido popularmente como Vila 129.
Informações do blog Belterra Digital

O golpe de 64 e o direito à verdade

Emiliano José*

Um padre amigo me citou certa vez um trecho do Evangelho de São João: “queiram a verdade, porque a verdade vos tornará livres”. Ou então o que dizia o notável Gramsci: aos revolucionários só interessa a verdade, nada mais do que a verdade. Simples assim. A verdade sobre o regime militar, mais cedo ou mais tarde, deverá ser exposta porque liberta. Vejo como uma purificação da alma brasileira. Uma catarse necessária, fundamental. Temos de olhar para os monstros que torturaram e mataram sem piedade, reconhecê-los. Ao menos isso.
O 47º aniversário do golpe militar de 31 de março de 1964 é uma boa oportunidade para refletirmos sobre uma grande mancha, uma nódoa moral que mancha a alma brasileira. O golpe militar violentou o Estado de direito, derrubou um presidente constitucional, desrespeitou as liberdades individuais e coletivas e, sobretudo, submeteu o país aos interesses do grande capital nacional e internacional, capital que se acumpliciou inteiramente com o golpe. Os responsáveis pelo golpe militar cometeram um crime de lesa-pátria. E com o Ato Institucional Nº 5 (AI-5), em 13 de dezembro de 1968, os militares radicalizaram a ditadura, institucionalizando o terror de Estado, acabando com quaisquer vestígios de legalidade, e atentando, a partir daí de modo cotidiano, contra os direitos humanos.
Alguns historiadores concluíram, numa explicação rasa, simplista, que a anarquia militar deu origem à ditadura e ao terrorismo de Estado. Penso que não. A ditadura militar e o terrorismo de Estado foram resultado de um planejamento na Escola Superior de Guerra (ESG) que reproduziu pensamentos de guerra de escolas norte-americanas, que não admitiam um governo democrático reformista, progressista, porque era essa a natureza do governo Goulart. Todos os generais-presidentes eram foras-da-lei. Cúmplices na derrubada de um governo constitucional, e também na criação de um ordenamento jurídico autoritário e espúrio.
Esses generais-presidentes, por mais de 20 anos, comandaram o martírio imposto aos jovens estudantes, aos operários, a todos os que se opuseram ao regime militar das mais variadas maneiras e adotando as mais diversas formas de luta. Os generais-presidentes são criminosos. Não podemos, a Nação não pode, eximi-los da responsabilidade dos crimes de prisão, tortura, assassinato, desaparecimento de opositores ocorridos dentro das instituições das forças armadas e nas ações chamadas de combate.
Lamentavelmente, temos que dizer que as forças armadas brasileiras, as daquele período histórico, têm as mãos sujas de sangue. Essa gente tem nome e sobrenome. Daí a importância do resgate da verdade. Se ainda estão vivos, torturadores e assassinos precisam ser punidos, e o primeiro passo é o conhecimento da verdade. Não há prescrição para esse tipo de crime. Não pode haver. À luz do direito internacional, do nosso direito e à luz dos direitos humanos.
Esclareço, embora me pareça óbviom, que ao fazer isso ninguém está pretendendo julgar os militares brasileiros de hoje, que se encontram cumprindo suas funções constitucionais. Mais: creio que às Forças Armadas atuais deveria interessar que toda a verdade viesse à tona, que se desse nome aos torturadores publicamente, de modo a separar o joio do trigo, a enterrar de vez aquele período, e a não permitir de modo nenhum que tais Forças Armadas voltassem a se envolver em políticas terroristas, como ocorreu durante a vigência da ditadura militar inaugurada em 1964.
Um padre amigo me citou certa vez um trecho do Evangelho de São João: “queiram a verdade, porque a verdade vos tornará livres”. Ou então o que dizia o notável Gramsci: aos revolucionários só interessa a verdade, nada mais do que a verdade. Simples assim. A verdade sobre o regime militar, mais cedo ou mais tarde, deverá ser exposta porque liberta. Vejo como uma purificação da alma brasileira. Uma catarse necessária, fundamental. Temos de olhar para os monstros que torturaram e mataram sem piedade, reconhecê-los. Ao menos isso.
Direito à verdade. Direito à memória. Temos que reconhecer que lamentavelmente grande parte de nossa juventude de hoje não tem a menor idéia do que aconteceu nos porões da ditadura. É preciso que a sociedade medite sobre o que aconteceu, sobre a covardia que é submeter à tortura prisioneiros de qualquer natureza. É curioso assinalar que nem mesmo a legislação da ditadura, nem mesmo ela, admitia que a tortura fosse admissível. Eles não quiseram passar recibo. Mas, não adianta: a história registra as coisas. Na pele, no corpo, na alma de milhares de brasileiros ficaram gravadas as garras dos assassinos da ditadura. Não é panfletarismo gratuito: é que eram assassinos, e da pior espécie, e além de tudo covardes. A tortura é um ato de covardia, para além de monstruoso.
Do ponto de vista jurídico não há impedimento para o julgamento dessas pessoas, militares e civis. Pelo sistema de direitos humanos sacramentado pela ONU, pela OEA, não há prescrição para crimes deste tipo. Não é objetivo da Comissão da Verdade, sei, até porque impossível, até porque fora de suas atribuições, promover quaisquer espécies de julgamento. Ela quer apenas e tão-somente conhecer, garantir que a sociedade brasileira conheça a verdade. Saiba sua própria história.
Quando o General De Gaulle assumiu o governo provisório, após a libertação da França na Segunda Guerra Mundial, fez uma declaração singular: sua primeira medida seria instituir tribunais regulares para julgar os colaboracionistas, porque a França jamais poderia encarar o futuro com confiança se não liquidasse as contas do passado. Poderíamos acusá-lo de revanchista? Certamente não. Em nosso caso, não liquidamos as contas do passado e isso prolonga a nódoa moral criada pelo terrorismo de Estado.
Não apenas não liquidamos as contas, como o fizeram tantos países latino-americanos, como o Argentina, o Chile, o Uruguai, que viveram ditaduras também. Na Argentina, os carrascos, maiores e menores, amargam prisões, depois de julgamentos regulares, sob um Estado democrático. Jorge Videla está na prisão. Nós, nem ainda conhecemos toda a verdade.
Essa impunidade histórica alimenta um vício secular na política brasileira. O vício de um sentimento de imunidade do poder. No poder, os autoritários, fardados ou não, se julgam inatingíveis, se corrompem, traem os interesses nacionais, entregam as riquezas do país, relativizam atrocidades cometidas, como se os fins justificassem os meios. Creio que estamos mudando. Que no governo Lula, houve prisão de gente de colarinho branco, embora sob protestos de parte de nossa elite. Mas, ainda temos muito que avançar para acabar com quaisquer imunidades ou impunidades. Todos estão ou devem estar submetidos à lei. Ninguém tem o direito de torturar ninguém, e quem o fizer nunca deixará de estar ao alcance da lei.
A mídia anunciou que o Exército Brasileiro retirou da agenda a “comemoração” do 31 de março. Se corresponde aos fatos, ainda há esperança. Só temos a saudar tão sábia decisão. Chega a ser trágico que os novos militares cultuem com ordem unida e desfile público os crimes cometidos pelos generais do passado. Não dá para construir uma verdadeira democracia com esse tipo de tradição. O 31 de março só merece repúdio. Nunca comemoração. Ao fazer isso, creio, se de fato o fizeram, se acabaram com tais celebrações, as Forças Armadas atuais se incorporam definitivamente ao ideário democrático, se adequam aos novos tempos do Estado democrático.
A Comissão da Verdade quer apenas a verdade, o exercío do direito à verdade, à memória. O direito que tem qualquer pai, qualquer mãe de família, qualquer parente de saber o que ocorreu com seus entes queridos, muitos deles desaparecidos, milhares torturados pelos criminosos fardados ou não sob as ordens dos generais-presidentes entre 1964 e 1985.
Porta-vozes dos criminosos do passado tentam carimbar a Comissão da Verdade como revanchismo. Ela não tem esse caráter. Ela segue o caminho de todos os países que enfrentaram regimes genocidas, ditaduras terroristas, como foi o nosso caso. Queremos justiça, apenas justiça. Quer resgate de uma dívida do Estado brasileiro, na letra e no espírito da Constituição Federal. Quer o direito coletivo à verdade, um direito das vítimas da ditadura, um direito dos brasileiros.
Aqui, minha saudação aos bravos militantes brasileiros que tombaram na luta contra a ditadura de 31 de março de 1964. Minha saudação aos que lutaram e sobreviveram. E que não querem se esquecer do que houve. E ao manter na memória aqueles tempos não o fazem por qualquer espírito revanchista. Agem assim primeiro porque quem passa pela tortura, pela prisão, e sobrevive, nunca mais se esquece. E segundo, ao não se esquecerem e ao lembrarem publicamente dos crimes da ditadura, advertem as novas gerações que devem prezar muito as liberdades democráticas, valorizar a democracia, firmar a convicção de que ditadura nunca mais.

* Emiliano José é jornalista, escritor, deputado federal (PT/BA), e ex-preso político.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Telecentro de Belterra completa 5 anos nesta terça

No dia 29 de março de 2006, o Telecentro de Belterra abria suas portas para a primeira turma de informática da então, Casa Brasil. Com este entusiasmo, a coordenação do Telecentro realizarará a comemoração de 5 anos daquele centro de inclusão digital, nesta terça-feira, dia 29,  as 8:30h, com a presença de alunos, membros do Conselho Gestor, ex-voluntários e funcionários.
Parabéns a todos nós que participamos desta linda iniciativa de cultura digital na bela terra.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Patrimônio histórico belterrense será restaurado

Na última quinta-feira, 24,  executivos e técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estiveram em Belterra vistoriando os prédios históricos da Companhia Ford a serem restaurados pelo PAC Cidades históricas. Acompanhando a comitiva estavam o prefeito Geraldo Pastana, o diretor da AmaBrasil José Luiz Aranha, a superintendente do IPHAN no Pará Maria Dorotéia e o diretor do Programa Butantan Amazônia Dr. Mercadante.
Segundo o prefeito, a visita da equipe foi o último passo para a liberação do recurso fincanceiro a ser investido nas obras de restauração. Ele afirmou o município cumpriu todas as exigências do IPHAN para inscrever a cidade no Projeto de restauração e que o tombamento da cidade ocorreu em outubro de 2010.
Estima-se que o projeto custe o equivalente a 32 milhões de reais e  através dele serão restaurados 18 prédios e monumentos, entre os quais estão a caixa d'água da Estrada um, os colégios, a igreja matriz, a igreja Batista, o trapiche de Pindobal, o antigo escritório, a casa um entre outros prédios já tombados.
Igreja Matriz de Santo Antonio de Pádua

Alojamento da Embrapa
Igreja Batista

quinta-feira, 24 de março de 2011

Encerrada a primeira etapa do Projeto Vivo EnCena no Oeste do Pará

Com o ensaio aberto de Aquele que diz sim, Aquele que diz não de Bertolt Brecht  foi encerrada a primeira etapa do Programa Vivo EnCena na região Oeste do Pará, uma parceria do Instituto Vivo com o Projeto Saúde e Alegria. Os jovens de Belterra, Capixauã e Suruacá fizeram uma apresentação para toda a comunidade suruacaense na tarde do dia 23 de fevereiro de 2011, na sede do Norte Brasil, colocando em prática o que aprenderam nas oficinas de teatro realizadas entre o novembro de 2010 e março de 2011.
Apesar da chuva torrencial que caía na pequena Suruacá, comunidade ribeirinha de Santarém, os moradores do lugar chegaram aos poucos para conferir o resultado das oficinas. A peça didática de Brecht trouxe alguns questionamentos para a platéia no que trata das tradições, da manutenção dos costumes locais e do peso das decisões do ser humano. 
No final do encontro, os orientadores Roger Muniz e Juliana, anunciaram que a peça será apresentada pelo grupo no  mês de agosto/setembro durante o Festival CRIA em Salvador-BA.
Apresentação do texto de Brecht em Suruacá

terça-feira, 22 de março de 2011

Jovens ribeirinhos encenarão texto de Brecht


Desde o ano passado, o programa Vivo Em Cena em parceria com o Projeto Saúde e Alegria realiza oficinas de teatro em Suruacá, comunidade ribeirinha de Santarém. São mais de 30 jovens do próprio lugar, da comunidade vizinha Capixauã e da cidade de Belterra envolvidos no projeto que tem como objetivo a criação de grupos de teatro nessas localidades e a partilha de experiências coletivas.
O resultado deste trabalho será mostrado na quarta-feira, dia 23, as 16 horas para toda a comunidade de Suruacá e convidados. Em cena estará o texto Aquele que diz sim, Aquele que diz não, de Bertolt Brecht. Segundo Roger Muniz, orientador teatral, "a proposta foi realizar um processo criativo tendo como base um texto teatral, porém o que faz uma obra como a do Brecht viva é o uso que se faz dela com o publico de hoje".

segunda-feira, 21 de março de 2011

a blogueira com Fernando Segtowich

fotinho tirada no final da oficina de diireção com Fernando Segtowich.
fevereiro de 2011

PAC das Cidades Históricas chega a Belterra

 Retirado do blog do jornalista santareno Jeso Carneiro

Foto: Celivaldo Carneiro/Gazeta de Santarém
Belterra
Belterra e uma das suas heranças históricas: hidrante
Na próxima quinta-feira (24), uma equipe do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) desembarca em Santarém com destino a cidade de Belterra.
Lá, técnicos e diretores da instituição têm encontro marcado com o prefeito Geraldo Pastana.
Irão fechar negociações e agendar o início do PAC das Cidades Históricas.
No Pará, outras 8 cidades foram contempladas por esse projeto, entre elas Santarém, Óbidos e Fordlândia (Aveiro).
O Plano Municipal das Cidades Históricas de Belterra foi elaborado no ano passado, e aprovado pelo MinC (Ministério da Cultura), via IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico e Cultural).
Ele envolve a recuperação de prédios históricos, casas seculares, igrejas, praças, caixa d`água, iluminação de destaque, obras de saneamento, terminal em Pindobal, entre outras obras.

domingo, 20 de março de 2011

CTZ seleciona dois jogadores de Belterra

o coordenador do centro de futebol zico(CTZ), carlos eduardo dos santos veio em Belterra na quinta-feira, 17, para selecionar um jovem que irá treinar e estudar em brasília. ele fez o teste junto aos alunos do projeto zico 10 que funciona desde o ano passado e atende a 100 alunos belterrenses numa parceria com a prefeitura local e o clube madureira.
era apenas um jogador a ser escolhido mas depois do teste, ele decidiu levar mais um jogador devido a qualidade dos meninos no futebol.
a cerimônia de apresentação dos escolhidos foi realizada à noite com a presença do prefeito de Belterra, Geraldo Pastana, secretários, amigos e familiares dos integrantes do projeto.
após muita expectativa, os nomes foram divulgados: nelcivan, lateral esquerdo e darlisson willian., zagueiro. 
Logo após o resultado houve muita comemoração entre os participantes da cerimônia.
os dois atletas irão morar e estudar no centro e, de lá vão trilhar a carreira profissional, seja no Brasil ou no exterior.
 darlison, carlos eduardo do CFZ e nelcivan.
os selecionados com o prefeito pastana e os vereadores ademar e malu
 
 sorridentes, nelcivan e darlison comemoram a escolha
 os selecionados com a representante do madureira, cláudia panosso
nelcivan, helivelton(coordenador de desporto), darlison, júlio(preparador físico) e dilma(secretária de educação, cultura e desporto)

Bingo beneficente para Brenda Sarmento

O bingo
No próximo sábado, 26, os amigos e familares da Brenda Sarmento realizarão em Belterra um bingo beneficente para ajuda-la no seu tratamento de saúde. Os prêmios foram todos doados e o valor do bingo é r$ 5,00 reais. O local de referência para o encontro beneficente é a casa do odontólogo Paulo Feitosa na Vila Mensalista.
Se você não mora em Belterra e quiser colaborar com a jovem Brenda, é só deixar um comentário nesta postagem, que providencio o número da conta para depósito.

O caso Brenda
A jovem Brenda estava de moto com namorado Roberto Melo em Santarém quando sofreram um violento acidente de trânsito. Ele faleceu e ela ficou mutilada após várias cirurgias.
Brenda continua internada no hospital Sagrada Família em Santarém à espera de outras cirurgias.

belterra terá casa familiar rural

Uma escola diferente para os jovens trabalhadores rurais é o que se pretende com a Casa Familiar Rural de Belterra. Uma experiência que será desenvolvida na comunidade do Prata - km 62 da BR 163, fruto de uma parceria entre a Associação das famílias interessadas, o Sindicato de Trabalhadores Rurais e a Prefeitura local.
As aulas iniciarão no dia quatro de abril e as três primeiras turmas serão compostas por 90 alunos oriundos de comunidades rurais. Os estudantes devem receber formação em nível fundamental e médio, de acordo com o modelo da pedagogia da alternância. Este modelo permite que o aluno tenha aulas teóricas e práticas na escola e na propriedade.
Os interessados têm até o dia  25/03 para preencherem a ficha de matrícula obedecendo os seguintes critérios: morar em Belterra, possuir uma área de terra, ter concluído pelo menos até a 5ª série e estar disposto ao modelo de internato.
Mais informações no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Belterra.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Arsenal Belterra é campeão!


O time do Arsenal foi o campeão do 1º turno do Campeonato Santareno de Futebol Amador Sub-17. Composto de 23 jogadores belterrenses entre 13 e 17 anos selecionados pela coordenadoria de desporto, o Arsenal foi a grande surpresa da competição. A decisão do título ocorreu no dia 16 de março, no estádio Colosso do Tapajós, quando já nos pênalts, o Arsenal/Belterra marcou o quarto gol contra três do São Raimundo.
Presidente da Liga de Santarém entregando a taça de campeão para o Arsenal Belterra
Professor Evesson, o goleiro Iago e um jogador do time exibindo a conquistaA comissão técnica do Arsenal posando para as fotosFotinho tirada antes do time entrar em campo

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ultimo jogo entre Arsenal Belterra e São Raimundo será na quarta-feira

No jogo de sábado, 12, o resultado foi um empate de 2x2 entre o Arsenal Belterra e São Raimundo pelo Campeonato Santareno de Futebol Amador Sub17.
A decisão final será na próxima quarta-feira, as 18 horas, no estádio Colosso do Tapajós em Santarém.
De Belterra, haverá onibus saindo as 16hs da Praça Brasil.

domingo, 13 de março de 2011

Vamos ali?

Passeio de bicicleta pela Bela Terra. Aqui eu estava lá na Vila Americana.

sábado, 12 de março de 2011

Arsenal sub 17 está na final do Campeonato Santareno de Futebol

Em jogo realizado na quinta-feira, 10 de março, o time do Arsenal se classificou para final do Campeonato Santareno de Futebol Amador Sub 17 realizado pela Liga Esportiva de Santarém. O clube jogará contra o São Raimundo, hoje, 12, às 16 horas no estádio Colosso do Tapajós.

A novidade é que todos os jogadores do Arsenal são belterrenses, convidados para defender o nome da equipe santarena. Segundo o coordenador de desporto da Prefeitura de Belterra, Helivelton Noronha, a presidência do Arsenal entrou em contato com a coordenadoria informando que não teria time para disputar o campeonato e perguntando se Belterra teria interesse em apresentar jogadores. A resposta foi positiva e logo foi formada uma seleção de jogadores entre 15 e 17 anos para disputar o campeonato.

Dos seis jogos realizados até agora, o Arsenal venceu quatro, empatou um e perdeu um, justamente na primeira partida contra o São Raimundo. O time marcou 22 gols e chegou na semifinal com o segundo lugar de sua chave. No último jogo, venceu o Fluminense de 4 a 2. Também nas partidas surgiu a grande revelação da equipe, o centro avante Tiago, de 15 anos que já marcou nove gols na competição.

“Para a final de logo mais, o Arsenal está preparado e espera trazer para casa o título de campeão do Campeonato Sub 17” é o que afirma o técnico da equipe, Fernando Alves.

Tarde futebolística de uma jovem estudante de jornalismo

Belterra - Pará

Data: 10 de março de 2011

15:30h

Fiquei sabendo da partida à pouco ao ligar para um amigo e saber a novidade da tarde. Logo pensei: nunca fui a um jogo no estádio e também ainda não fiz a cobertura de um jogo de futebol, será que hoje é o dia? Quando surgiu o convite, decidi ir à Santarém, mesmo estando na hora da saída. O objetivo maior desta viagem é viver a emoção de jornalista esportiva e de torcedora, sem compromisso com a tal da imparcialidade.

Agora, cá estou eu, dentro do ônibus que levará o time do Arsenal Belterra para a semifinal do Campeonato Santareno de Futebol Amador Sub 17 realizado anualmente pela Liga Esportiva de Santarém. Os jogadores são belterrenses, mas o clube inscrito no Campeonato é santareno. O coordenador de desporto da Prefeitura de Belterra, José Helivelton Noronha, contou que a idéia de montar o time ocorreu porque o Arsenal não estava preparado para a disputa e sugeriu que Belterra apresentasse jogadores e concorresse no lugar deles.

16:00h

A cada parada que o ônibus faz, entram novos rostos e clima vai ficando mais animado. Dentro dele, estão indo 23 adolescentes que buscam a realização de um sonho: jogar a primeira vez no estádio Colosso do Tapajós. Enquanto não chegam em seu destino, eles brincam uns com os outros, escutam músicas, tiram fotos, contam piadas e conversam com a equipe técnica.

O técnico da equipe, Fernando Alves está do meu lado e vai me contando a situação do Arsenal Belterra no Campeonato. O time já disputou 5 jogos e desses perdeu 1, empatou 1 e venceu 3; está com 8 pontos e já marcou 18 gols. Ele afirmou que logo no início, o tamanho dos jogadores e o bom futebol dos meninos de Belterra causaram surpresa nos times santarenos. Ele diz que o jogo de hoje será contra o primeiro colocado na chave, o Fluminense e vale vaga na final do Sub 17 que ocorrerá no sábado, dia 12.

Pergunto para Fernando se já existe escalação para o jogo de hoje e ele apresenta os selecionados:

01 – Iago – Goleiro

02 – Charlilson – Lateral direito

03 – Andrei – Zagueiro Central

04 – Alex – 4º zagueiro

05 – Welington – 1º volante

06 – Juninho – Lateral esquerdo

07 – Tonton – 2º volante

08 – Edgar – Meio campo direito

09 – Tiago – Centro avante

10 – Rômulo – Meio campo esquerdo

11 – Andreson – 2º atacante

16:30h

O ônibus já se aproxima de Santarém e tenho agora a oportunidade de conversar com as duas maiores revelações do time. Trata-se de Tiago Lima, 15 anos, o centro avante do time e Andrei Pontes, 16 anos, o zagueiro central.

Tiago conta que mora no Trevo, localizado na BR 163, Km 38, estuda na Escola Vitalina Mota e que jogava antes no Fortaleza, equipe de sua comunidade que é o atual campeão da Copa da BR-Distrito de São Francisco da Volta Grande. Ele se diz muito feliz com a experiência de jogar um torneio fora de sua cidade e mostrar suas habilidades no futebol. Durante o Campeonato, Tiago já fez 9 gols dos 18 que o clube marcou. Para ele, a maior novidade foi o treinamento intensivo de preparação física. Para o jogo de logo mais, o centro avante espera poder ajudar a equipe e marcar mais gols contra o adversário, que afirma ainda não conhecer.

Já o jovem Andrei Pontes vem de mais longe. Mora com a família na comunidade de Betânia no Km 140 da BR 163 e joga futebol desde criança. O seu pai, Ednaldo(Mãozinha) é o presidente do Brasil, clube que Andrei jogava, que é o campeão da Copa da BR-Distrito de Corpus Cristy há 7 anos consecutivos e atualmente é vice campeão do Campeonato Belterrense. O jovem de 17 anos diz que, assim como os outros jogadores, sonha ser um jogador de futebol profissional e que seu maior sonho é jogar no São Raimundo Esporte Clube. Ele se diz preparado para enfrentar o adversário na semifinal e que não poupará esforços para ajudar o Arsenal Belterra.

18:00h

No Colosso do Tapajós começa a chegar a torcida de Belterra que veio acompanhar o jogo entre o Arsenal e Fluminense. São na maioria, os pais e familiares dos jogadores belterrenses que vieram prestigiar suas crias num jogo tão importante.

Os times ao entrarem em campo, ganharam calorosos aplausos de sua torcida, sendo que a de Belterra está mais expressiva que do Fluminense.

O jogo tem seu início.

18:40h

Encerrou o 1º tempo e o Arsenal Belterra está vencendo de 3 a 1. Os gols do Arsenal foram marcados por Tonton, Andreson, Carlilson. A torcida está ainda mais animada com a possibilidade do time disputar a final do Campeonato Santareno de Futebol Amador Sub 17.

Conversei agorinha com a secretária de educação, cultura e desporto de Belterra que disse estar entusiasmada com o bom futebol da garotada e prometeu dar o apoio necessário para a equipe continuar no Campeonato.

20:00h

O jogo encerrou com o placar de 4 a 2. Agora o Arsenal Belterra já está na final do Campeonato Santareno Sub 17 após vencer o fluminense. O próximo jogo será realizado no sábado, 12, aqui mesmo no estádio Colosso do Tapajós. Ainda não está definido o adversário do time, pois daqui a pouco terá início a outra semifinal entre as equipes São Raimundo e Norte.

O professor e preparador físico, Júlio Lima, está muito sorridente. Saúda toda hora os jogadores, parabenizando-os pela conquista e encorajando-os para a partida de sábado.

21:30h

Vim com a equipe comemorar a classificação aqui na Pizzaria Napolitana. Já encomendamos 15 pizzas e alguns refrigerantes. Ficamos sabendo que a segunda partida já terminou e que o adversário da equipe na final será o time do São Raimundo.

Fico por aqui e no sábado estarei novamente a postos para conferir a grande final do Campeonato. Boa sorte para os jogadores aguerridos de Belterra.

terça-feira, 8 de março de 2011

O difícil caminho da informação no Pará

Retirado do Observatório da Imprensa

ENTREVISTA / LÚCIO FLÁVIO PINTO
O difícil caminho da informação no Pará

Por Mauro Malin em 8/3/2011

O panorama midiático no Pará não é dos mais animadores. As Organizações Rômulo Maiorana, proprietárias da TV Liberal, do jornal O Liberal e de emissoras de rádio, parecem não perceber o que, segundo o jornalista Lúcio Flávio Pinto, são sintomas de declínio. A estação de televisão, afiliada da Rede Globo, está seriamente ameaçada pela Record local, diz Lúcio Flávio. O Liberal já foi ultrapassado pelo Diário do Pará, de Jáder Barbalho. Ou seja: a informação no Pará não goza de um ambiente desembaraçado. Isso anima Lúcio Flávio a manter o seu Jornal Pessoal, quinzenário vendido em bancas que vai fazer 24 anos de existência.

Recentemente, o Jornal Pessoal reportou uma audiência a que compareceram diretores das Organizações Rômulo Maiorana, em processo por fraude contra a Sudam (ver as notas "Juiz pressiona jornalista paraense" e "Juiz revê censura a jornalista"). O juiz federal Antônio Carlos Almeida Campelo reagiu de forma draconiana. Proibiu o jornalista de abordar o assunto, sob pena de ser preso em flagrante, responsabilizado criminalmente e pagar uma multa exorbitante. Segundo Lúcio Flávio, o juiz deixou um rastro de erros. "Foi a censura mais grave e mais incompetente já feita à imprensa pela Justiça", diz nesta entrevista ao Observatório da Imprensa. Dois dias depois, o juiz recuou. Mas Lúcio Flávio não está convencido de que isso seja o bastante. Considera que o juiz deve se declarar impedido, no caso, ou ser declarado impedido.

Eis a entrevista. Ao fim do texto, leia resumo da matéria de abertura do Jornal Pessoal que foi às bancas em Belém no dia 3 de março.

***

Dirigentes das Organizações Rômulo Maiorana foram acusados de fraude. Não esperavam que o caso tivesse repercussão?

Lúcio Flávio Pinto – O Ronaldo Maiorana foi à terceira audiência; às duas primeiras eles não compareceram. E parecia que o juiz ia "botar pra quebrar" em cima deles, porque no despacho, marcando com cinco meses de antecedência a audiência do dia 1º de fevereiro, ele escreveu que eles deveriam comparecer, porque estavam protelando a instrução com as ausências. Só que o Rômulo Maiorana Júnior, que é o principal executivo, estava em Miami e permaneceu lá. Pela terceira vez seguida, não compareceu à audiência. Quando acontece isso – caracterizada, no mínimo, a negligência do réu –, o juiz manda buscar com força policial. Não sei se ele fez isso; aparentemente, não. Quando se noticiou isso, parecia que ele ia tomar uma atitude drástica.

Deferências inesperadas

O senhor disse que o juiz Antônio Carlos Almeida Campelo ficou irritado. Por quê?

L.F.P. – O que irritou o juiz é que eu descrevi a audiência e disse que ele começou perguntando se poderia tratar o Ronaldo Maiorana como "doutor"; que não fez nenhuma das perguntas que deveria fazer sobre o processo – só o Ministério Público, que é o autor da ação, fez –; e que, depois, ainda foi levar [Ronaldo Maiorana] até a porta, o que é discrepante com o comportamento dele. Ele é uma pessoa dura, até ríspida nas audiências. E o Ronaldo Maiorana, que é o um dos donos da firma que fraudou o incentivo fiscal, confessou que eles realmente fraudavam. Mas disse que já tinha devolvido o dinheiro. É um recurso que os advogados chamam de arrependimento eficaz. Só que o arrependimento eficaz não elide o crime, então ele passou a ser réu confesso. Foi uma má orientação do advogado. Ou o advogado não orientou. Sei que ele confessou e não tem mais saída. Vai depender agora da atitude do Ministério Público. Essa matéria irritou muito por causa disso: as circunstâncias em que foi feita a audiência; o fato de que eu mostrei que o Rômulo Maiorana Júnior não compareceu pela terceira vez seguida e que o juiz não adotou providência – deveria ter adotado.

O juiz ficou com pena dos indiciados?

L.F.P. − Ele tomou partido, porque essa iniciativa foi de ofício. Ele não recebeu nenhum pedido das partes; tomou iniciativa própria. Um dos bordões do Direito é que juiz não tem iniciativa; quem tem iniciativa são as partes. Juiz cumpre o que as partes pedem, ou não cumpre, conforme a decisão. Mas esse aí se sentiu pessoalmente atingido. Só que, pelo procedimento legal, se ele se sentisse ofendido, tinha que seguir o seguinte caminho: me interpelava judicialmente para eu confirmar o que eu disse, ou então entrava com uma ação direta contra mim. Mas não da forma como ele fez. Nos autos ninguém sabia quando ele decretou o segredo de justiça, porque ele não informa [soube-se depois que foi em 2 de fevereiro, dia da audiência]. Ele resolveu de uma forma raivosa, porque diz que, se eu não cumprir, eu vou preso; vou ser submetido a um processo criminal; e tenho multa de R$ 200 mil. Só o valor dessa multa indica o ânimo dele. Ele achou que quando eu recebesse isso ia me intimidar, desistir, porque é um juiz federal. Ele pensou errado. Disseram para ele que ele não sabia com quem estava lidando.

"Juiz perdeu a condição de árbitro"

O senhor pretende obter na Justiça a troca do juiz?

L.F.P. – Ele mostrou ânimo e a falta de isenção. Eu espero que o Ministério Público argua a suspeição dele. Ele não pode mais funcionar no processo, porque demonstrou o que tecnicamente se chama de interesse pessoal pela causa. O juiz não pode ter isso, porque ele perde a condição de árbitro, de julgador. E mandou imediatamente para o secretário; para o secretário preparar o ofício; e no dia seguinte o oficial de justiça me entregou, o que é uma coisa rápida na Justiça. Em um processo ordinário, em vinte e quatro horas eu sou intimado? Isso tudo denota o ânimo. E a multa de duzentos mil reais, que é exorbitante. Pelo fato de ele dizer "preso em flagrante", poderia aparecer aqui um policial federal e me algemar. Que flagrante? Se eu desconhecia e não havia nenhum registro público do sigilo... E ainda que houvesse, eu poderia contestar. Mas aí é matéria doutrinária, jurisprudencial. Mas não tem o aviso do sigilo, então eu sou de boa-fé, porque eles não têm nenhum registro. Isso tudo mostra que ele se colocou ao lado do réu. Ainda mais pelo fato de que o réu teve acesso fraudulento a dinheiro público. Porque o dinheiro do incentivo fiscal é o dinheiro da renúncia fiscal da União. Daí o interesse público na informação.

Um jornal que nunca aceitou anúncios

Conte um pouco sobre o Jornal Pessoal. Como o senhor o faz? Como distribui?

L.F.P. – O Jornal Pessoal vai fazer 24 anos em setembro. Ele é quinzenal. São 2.000 exemplares no tamanho ofício. Não tem fotos. Não tem cores. Circula nas bancas e em algumas livrarias.

Só em Belém?

L.F.P. – Vai só para algumas pessoas, como cortesia, fora de Belém, porque ele não aceita anúncio e nunca teve anúncio. Foi uma decisão editorial, para não condicionar nada, não ficar sujeito até, às vezes, a chantagem sentimental. Ele nunca teve anúncio. É um jornal pobre. Mas repercute, tem credibilidade. Nesses 23 anos, o jornal só fez mexer com casa de abelha e nunca foi desmentido.

E o senhor consegue viver disso ou tem que ter outras atividades?

L.F.P. – Não. Tenho outras atividades: faço freelances, palestras. Mas me impôs restrições de orçamento: eu não tenho mais carro, ando de ônibus. Não tenho outro bem patrimonial além dos que eu tinha antes de começar o Jornal Pessoal. É uma vida bem regrada, para poder sobreviver.

O senhor consegue distribuir os 2.000 exemplares ou tem encalhe?

L.F.P. – Vão 1.600 para as bancas. O encalhe dele é o recorde: tem encalhe médio de 10% ou 12%. Para você ter uma ideia, o encalhe da Veja aqui é 40%. Em banca, ele é o jornal que mais vende; mais do que os outros todos. Quer dizer: o meio principal de veiculação dos outros todos é por assinatura, que é o melhor meio. Para ter assinaturas, precisa ter capital para organizar o serviço e [o Jornal Pessoal] não tem.

Então ele vende mais que O Liberal nas bancas?

L.F.P. – Nas bancas, vende.

E quanto custa o exemplar?

L.F.P. – Três reais.

Isso não tem nada a ver com internet, nem com meios modernos?

L.F.P. – Não. Tem um site que vai acumulando os jornais, mas está com sete números de atraso. Para mim o site é só mesmo para aqueles que estão fora [de Belém]. Se eu mantivesse o site atualizado sem nenhuma fonte de renda, evidente que ia acabar com o jornal. E eu considero que a forma impressa dele é mais importante. Mas artigos dele são reproduzidos em muitos lugares, inclusive o Observatório reproduz.

Rábula com especialização penal e cível

A argumentação jurídica a respeito da decisão do juiz indica um bom conhecimento. O senhor tem formação jurídica ou é aconselhado por advogados?

L.F.P. – É que quando eu fui processado pela primeira vez, em 1992, por eles mesmos, os Maiorana, eu procurei advogados. Fui bater em oito escritórios de advocacia e ninguém quis me defender, porque têm medo deles. Aí peguei um amigo meu, que é procurador do estado, e ele disse: "Não tenho escritório. Eu vou fazer, mas tu tens que fazer a pesquisa e frequentar o Fórum. Vamos fazer juntos". Eu passei a frequentar o Fórum, estudar, ler, preparar as peças junto com ele. Meu conhecimento vem desses 19 anos. Trinta e três processos cíveis e penais. Eu sou um dos raros rábulas que tem especialização penal e cível...

E esses empresários continuam imbatíveis, lépidos e fagueiros?

L.F.P. – É. Eles acham que estão. Só que o império deles hoje só tem essa força porque é filiado à Rede Globo. A televisão deles é filiada à Globo, por isso lidera. Mas é o único segmento do mercado de comunicação que eles lideram, e, mesmo assim, já seriamente ameaçado pela Record aqui. Porque aqui é a maior fonte de audiência e de receita da Record fora da sede. Isso mostra que eles não estão sendo muito competentes, mesmo tendo um produto como a TV Globo. No jornal eles já não são mais líderes; ficaram para trás.

Qual é o jornal líder?

L.F.P. – É o jornal do Jader Barbalho, o Diário do Pará.

Não são alternativas muito estimulantes, a Record e Jáder Barbalho...

L.F.P. – Aqui é terrível. Por isso é que eu sou perseguido. E é por isso que eu mantenho o jornal. Porque determinadas coisas só saem no Jornal Pessoal. Não tem jeito. Para você ter uma ideia, às vezes eu dou o assunto para algum repórter dos jornais diários e eles não querem saber, porque sabem que é problema. Quando eu publiquei essa matéria, eu sabia que o juiz, pelas características dele, pela forma como foi feita, ia reagir. Mas eu nunca imaginei que ele fosse reagir de uma forma tão incompetente, porque ele deixou um rastro de erros. Foi a censura mais grave e mais incompetente já feita à imprensa pela Justiça.[Transcrição de Tatiane Klein]

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Resumo da abertura do "Dossiê Censura" do Jornal Pessoal, edição da segunda quinzena de fevereiro de 2011

Processado 33 vezes

" [...] Para quem já foi processado 33 vezes, ter um oficial de justiça à sua porta deixou de ser novidade, conquanto continue a ser um constrangimento social (presume-se que o intimado é sempre culpado). Mas no dia 23, ao abrir a porta para receber mais um oficial de justiça, desta vez havia uma novidade: ele era o primeiro emissário da justiça federal que me intimava de uma decisão. Também pela primeira vez, eu não era parte no feito nem estava sendo convocado para depor.

Simplesmente o juiz da 4ª Vara Federal Criminal do Pará, Antônio Carlos Almeida Campelo, estava me comunicando que decretara ‘o sigilo do procedimento’ numa ação que tramitava sob sua responsabilidade. Ele determinara ao secretário da vara para me oficiar ‘com a informação de que o processo corre sob sigilo e qualquer notícia publicada a esse respeito ensejará a prisão em flagrante, responsabilidade criminal por quebra de sigilo de processo e multa que estipulo, desde já, em R$ 200,00 (duzentos mil reais)’."

Não foi espancado, "apenas agredido"

"[...]19 processos, 14 dos quais da responsabilidade de Romulo Jr. e Ronaldo Maiorana, todos estes propostos depois que o mais jovem dos sete filhos de Romulo Maiorana me agrediu, em janeiro de 2005.

A cronologia das ações e seu conteúdo, algumas vezes beirando o deboche (sou acusado de causar dano moral e praticar injúria, calúnia e difamação por ter dito que fui espancado por Ronaldo, quando ‘apenas’ fui ‘agredido’, o que, para ele, constitui diferença essencial), revela que os donos do maior conglomerado de comunicação do norte do país consideram a justiça como a extensão do seu poder. E vários membros do poder judiciário têm agido de maneira a confirmar essa presunção odiosa."

Crime de colarinho branco

"Onde a notícia sobre o processo atinge a intimidade dos réus? Diz respeito apenas à sua face objetiva e pública, de empresários. Eles cometeram delito previsto na lei penal, que não admite sigilo: o crime de ‘colarinho branco’. O interesse social exige o contrário: que os fatos sejam de conhecimento público para que não se repitam. O patrimônio público precisa ser defendido. A lei tem que ser respeitada. E o sigilo, entendem os tribunais cada vez mais, se restringe aos serventuários públicos."

Guerra de duas famílias

"Talvez a campanha contra Jader Barbalho não estivesse tão incrementada se ele seguisse o único rumo que os Maioranas admitem dentro do seu império (que é assim que consideram o Estado do Pará): a submissão, ou pelo menos a adesão. Jader cometeu seus crimes e terá que pagar por eles, caso provados, o que se espera que ocorra em tempo hábil. Mas não foi apenas isso (nem principalmente isso) que o tornou inimigo número um do grupo Liberal: é porque decidiu concorrer com os Maioranas e ser um polo de poder autônomo, independente deles."

"[...] Nunca a guerra entre as duas famílias que dividem o controle das comunicações e do poder no Pará foi tão radical e violenta. Digladiando-se diariamente sem qualquer medida de valor, eles não percebem que o campo de batalha já não é exatamente o mesmo. A sociedade está cansada desses extremos, dos atos de força, do achincalhe, do desrespeito aos direitos fundamentais. E do discurso que só se sustenta no ataque e é falacioso quando na defesa.

Ao violar um deles, a liberdade de informação e de expressão, o juiz federal Antonio Carlos Almeida Campelo entrou nesse tiroteio. E entrou de forma tão parcial e unilateral quanto os principais protagonistas. O que ele provocou foi um dos atos mais crus e grosseiros de censura à imprensa que a justiça, exercida por integrantes que abusam de seus direitos, já endossou, assumindo papel que não lhe cabe. O de enfraquecer – ao invés de fortalecer – a democracia no Brasil."

Leia o texto completo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Tv Tapajós mostra a vida digital de Suruacá

Santarém - Expressões típicas do cotidiano de usuários da internet como ‘twittar’, ‘blogar’, ‘linkar’ entre outras, geralmente lembram ambientes urbanos com o cotidiano agitado e cada vez mais avançado tecnologicamente. Mas para algumas comunidades da Amazônia estar conectado ao mundo através da ‘rede’ se tornou comum ao cotidiano.

É o caso de Suruacá, situada nas margens do Rio Tapajós. Tudo começou em 2003 com a implantação de uma rádio comunitária, e a iniciativa, em parceria com o Projeto Saúde e Alegria, tem levado a tecnologia a quem mora distante dos grandes centros urbanos.

Confira no site da TV Tapajós, afiliada da Rede Globo em Santarém, a matéria completa que o repórter Carlos Joseph fez em Suruacá, comunidade da Floresta Nacional do Tapajós, localizada no Oeste do Pará. O Paraíso Amazônico dividindo espaço com a revolução digital.

Participação da blogueira
As gravações ocorreram durante a Oficina Vivo EnCena no final do mês de fevereiro na comunidade de Suruacá. Estava blogando quando pediram pra falar da importância da conexão à internet e dei algumas palavrinhas sobre o assunto.

Clique aqui para ver a matéria

UES promoverá debate sobre comunicação e democracia no IESPES

Estudantes de jornalismo do Instituto Esperança de Ensino Superior (IESPES) e os dirigentes da União dos Estudantes Universitários de Santarém(UES), reuniram-se no último sábado(26/02) para planejar o 3º módulo do I Circuito de Seminários e Debates da UES.

'Despertar a consciência crítica dos universitários para a realidade e motivá-los à busca de transformação da sociedade' é um dos objetivos principais do evento. A proposta é trazer para a realidade amazônica temas abordados durante a I Conferência Nacional de Comunicação realizada em Brasília em dezembro de 2010, como o Marco Regulatório da Mídia no Brasil e as alternativas de comunicação frente ao monopólio das grandes empresas.

O circuito será realizado nos dias 13 e 14 de abril, no auditório do IESPES. O jornalista Lúcio Flávio Pinto será um dos convidados para o debate, ao lado do professor universitário Paulo Lima, do representante do Intervozes no Pará Marcos Urupá e de representantes das empresas de comunicação.

Para mais informações, entre em contato com Ib Tapajós no telefone 93-91453010 ou Mônica de Almeida no telefone 93-91134933.