domingo, 2 de janeiro de 2011

Relato sobre o documentário Mônica na Amazônia

Recebi um email do repórter brasiliense Montezuma Cruz, relatando suas percepções do documentário Mônica na Amazônia.O texto foi publicado no site Gente de Opinião e reproduzo aqui no blog.
Mônica defende sua bela terra


Mônica Almeida, 22 anos, uma moça bonita, de origem indígena, líder nata, muito atuante na defesa da sua Belterra, mostra na internet um pouco de sua cidade e da floresta ao seu redor, a 60 quilômetros de Santarém (PA). Suecos foram visitá-la recentemente, surpreendendo-se com o mapa que revela áreas desmatadas para a formação de lavouras de soja.

Terra mecanizada, pronta para receber mais sementes de soja. Mônica, nascida no município, vê o cenário com desolação /ÁLBUM PESSOAL

Filmaram e colocaram legenda na língua sueca. Entre as imagens se destaca a sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santarém. Imperdível.



Belterra significa Bela Terra. Fica na região de Santarém, no Pará. Quem quiser conhecer mais um pedaço desta fantástica Amazônia no Pará, acesse o blog Mônica na Amazônia, cujo link está no final deste texto.



O povo fala



Emelie Anner, Linda Gester e Max Sohl, alunos da Escola Nórdica da Suécia conheceram a casa de Mônica, as vizinhanças e o modo de vida de pessoas que habitam essa simpática cidade do norte brasileiro. Gente que não foge da luta pacífica contra o desmatamento criminoso na Amazônia, o que pressupõe um delicado e ao mesmo tempo sofrido controle da expansão da indústria de soja.

Mônica mostra aos suecos as espécies florestais próximas à cidade. Eles filmaram o lugar e entrevistaram moradores /ÁLBUM PESSOAL
Mônica mostra aos suecos as espécies florestais próximas à cidade. Eles filmaram o lugar e entrevistaram moradores /ÁLBUM PESSOAL

Meninos jogando bola na rua, ciclistas andando perto deles, o carro, a vida urbana, são vistos no filme. Didática, Mônica lembra que o lugar começou a receber moradores no ano de 1934, quando Henry Ford enviava seus emissários que recrutaram trabalhadores para o plantio e extração do látex.


Um morador idoso canta a letra de uma música de sua autoria, lembrando o fim de um bonito pomar na Estrada Sete, para dar espaço à expansão das lavouras. Reunidas com Mônica, as pessoas diretamente afetadas pelo problema expõem suas opiniões e seus pensamentos do futuro. Conversam numa boa com a própria Mônica que, além de líder rural tem jeito de repórter.

2 comentários:

Anônimo disse...

Mônica
Sou Belterrense e residente em Santarém desde os meus 3 anos.
Sempre vou passear em Belterra com minha família.
Tenho grande carinho por essa cidade, e pela riquesa da fauna e flora, que e o que mais encanta e me da paz interior.
O que você faz em defesa dessa Região e mérito de muito respeito e coragem.
Parabéns sou fã de seu trabalho

Família Brito - Santarém - Pará

mario batista disse...

Mônica é redundante falar da sua defesa por esta maravilhosa cidade"BELTERRA", quem te acompanha sabe da tua luta ; politica,ecológica e social que empreendes. parabéns amiga, te admiro.