sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vivo EnCena em Suruacá: Integração através da Arte



Oficina de Teatro e Animação – VivoEnCena com Saúde & Alegria

O projeto Conexão VivoEnCena cruzou o grandioso Rio Tapajós e chegou à comunidade de Suruacá, localizada a cerca de duas horas de Alter do Chão, no município de Santarém. O evento realizado no Estado do Pará, inédito em território nacional, promove o encontro entre jovens da cidade de Belterra e das comunidades de Suruacá e Capixauã com artistas e orientadores de grandes metrópoles do país através de oficinas de teatro e animação. O principal objetivo da ação é fomentar a partilha de experiências com olhar focado na responsabilidade cidadã e na prospecção por futuras ações sustentáveis. A VJ e documentarista Evelyn Cristina faz registro audiovisual de todo processo para a exibição de vídeo no dia final da primeira etapa do projeto.

A cerimônia de abertura do evento, que aconteceu no Telecentro de Inclusão Digital de Suruacá na manhã de 29 de novembro, foi inicialmente conduzida por Paulo Lima, coordenador de cultura digital do projeto “Saúde e Alegria”, que em parceria com o Instituto Vivo viabilizou a realização do Conexão VivoEnCena “Teatro e Animação” na região. Após esta breve introdução, Luciene Souza dos Santos, líder comunitária de Suruacá, deu as boas vindas a todos os participantes das atividades que serão desenvolvidas até 3 de dezembro. Marcelo Romoff, diretor geral do VivoEnCena, apresentou-se revelando enorme alegria pelas possibilidades oferecidas nas vivências, destacando o estabelecimento de um lugar para a troca e aprendizagem. O diretor artístico do VivoEnCena, Expedito Araujo, convidou aos jovens para participação em ações que visam estimular a criação de grupos de teatro oferecendo-lhes ferramentas para sua emancipação e continuidade em processo desenvolvido em duas etapas, sendo que o segunda acontecerá entre janeiro e fevereiro de 2011. Profissionais de imprensa também estiveram presentes na cerimônia, além de Naldo Ximenes, Gerente Comercial da Regional Vivo de Santarém e Simone Sena, representante do Instituto Vivo na região.

Daniela Biancardi fala de Teatro e Amazônia

No período da tarde, Daniela Biancardi, atriz e orientadora em artes cênicas, efetivou o primeiro passo do processo de integração proposto na oficina de teatro utilizando-se de jogos dramáticos e dinâmicas para identificação de vontades individuais e coletivas. Em clima de alegria, os jovens das comunidades partilharam estórias pessoais e lendas regionais, além de participarem de atividades de introdução ao corpo cênico. O primeiro dia de Conexão VivoEnCena “Teatro e Animação” em Suruacá terminou numa grande saudação à terra nativa, numa demonstração de respeito e amor às raízes da cultura local.

Ao final da tarde, Naldo Ximenes comentou com emoção a experiência: “O projeto torna papável o inimaginável”. O gerente comercial regional ainda frisou que ações como esta agregam valor em diferentes vertentes, que englobam desde o fortalecimento da marca Vivo até a integração de ferramentas comunicacionais na vida das comunidades mais afastadas dos grandes centros metropolitanos. Simone Sena, do Instituto Vivo, descreveu a ação como “um divisor de águas” na vida destes jovens.

O segundo dia do projeto iniciou-se com a oficina de animação ministrada por Hely Costa, parceiro do Instituto Vivo desde 2007. A partir de linguagem e procedimentos simples, o arte-educador aproximou-se da realidade local numa proposta de trabalho colaborativo, com o fazer totalmente voltado para os jovens das comunidades. A todo o momento Hely fazia questão de associar as técnicas de animação a uma atividade de fácil assimilação. Houve grande euforia quando foi promovido o contato dos participantes com tecnologias oferecidas por celulares e computadores.

Daniela Biancardi, na oficina de teatro, continuou o processo de identificação das vontades e necessidades das comunidades que podem ser manifestadas através da arte. Houveram experiências cênicas postas em prática em forma de montagens feitas por grupos criados nas atividades, sempre com suporte técnico da orientadora.

Texto: Pedro Sant´Anna

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