quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz 2011!

Ano Novo!

(AUTOR DESCONHECIDO)

Dentro de um dia estaremos no último dia do ano de 2010...e depois da meia-noite, virá o Ano Novo... O engraçado é que - teoricamente - continua tudo igual...

Ainda seremos os mesmos.
Ainda teremos os mesmos amigos.
Alguns o mesmo emprego.
O mesmo parceiro(a).
As mesmas dívidas (emocionais e/ou financeiras).
Ainda seremos fruto das escolhas que fizemos durante a vida.
Ainda seremos as mesmas pessoas que fomos este ano...

A diferença, a sutil diferença, é que quando o relógio nos avisar que é meia-noite, do dia 31 de dezembro de 2010,teremos um ano INTEIRO pela frente!

Um ano novinho em folha!


Como uma página de papel em branco, esperando pelo que iremos escrever.
Um ano para começarmos o que ainda não tivemos força de vontade, coragem ou fé...


Um ano para perdoarmos um erro, um ano para sermos perdoados dos nossos....
365 dias para fazermos o que quisermos...
Sempre há uma escolha..
E, exatamente por isso, eu desejo que vocês façam as melhores escolhas que puderem.

Desejo que sorriam o máximo que puderem.
Cantem a música que quiserem.
Beijem muito. Amem mais. Abracem bem apertado.
Durmam com os anjos. Sejam protegidos por eles.
Agradeçam por estarem vivos e terem sempre mais uma chance para recomeçar.

Agradeçam as suas escolhas, pois certas ou não, elas são suas.
E ninguém pode ou deve questioná-las.


Quero agradecer aos amigos que eu tenho:

Aos que me 'acompanham' desde muito tempo.
Aos que eu fiz este ano.
Aos que eu escrevo pouco, mas lembro muito.
Aos que eu escrevo muito e falo pouco.
Aos que moram longe e não vejo tanto quanto gostaria.
Aos que moram perto e eu vejo sempre.

Aos que moram perto e eu nunca vejo.


Aos que eu dou a mão, quando me pedem ou quando me parecem um pouco perdidos.
Aos que me ganham e me perdem, me ganham, me perdem, me ganham.

Aos que me parecem fortes e aos que realmente são.
Aos que me parecem anjos, mas estão aqui e me dão a certeza de que
este mundo é mesmo divino.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O Vento vai Responder

A letra é do Bob Dylan mas ganhou meu coração na voz do Zé Ramalho.
Compartilho com vocês:


Quantos caminhos se tem que andar
Antes de tornar-se alguém?
Quantos dos mares temos que atrevessar
Pra poder, na areia, descansar?
Quantas mais balas perdidas voarão
Antes de desaparecer?

Escute o que diz
O vento, my friend
O vento vai responder

Quantas vezes olharemos o céu
Antes de saber enxergar?
Quantos ouvidos terá o poder
Para ouvir o povo chorar?
Quantas mais mortes o crime fará
Antes de se satisfazer?

Escute o que diz
O vento, my friend
O vento vai responder

Quantos anos pode uma montanha existir
Antes do mar lhe cobrir?
Quantos seres ainda irão torturar
Antes de se libertar?
Quantas cabeças viraram assim
Fingindo não poderem ver?

Escute o que diz
O vento, my friend
O vento vai responder

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Grupo de teatro de Suruacá participará de Festival em Santarém

De 10 a 12 de dezembro, ocorrerá em Santarém, o Festival de Teatro e Cidadania promovido pelo Ponto de Cultura da Associação de Teatro Amador de Santarém(ATAS). Um dos espetáculos a ser apresentado será “E assim surgiu Suruacá”, produzido e encenado por jovens da comunidade ribeirinha de Suruacá, localizada na margem esquerda do Rio Tapajós dentro da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns. A encenação do grupo está prevista para o dia 12 de dezembro às 9 horas na Casa da Cultura.

Teatro eles já estão fazendo há cinco anos. Tudo começou em 2005 quando alguns jovens tiveram a idéia de fazer uma peça sobre a paixão e morte de Jesus Cristo e exibi-la na própria comunidade durante a páscoa. Aquele movimento chamou a atenção dos moradores e os motivou para novos trabalhos. Vieram espetáculos no Natal, em festejos da escola e na festa do padroeiro. Surgindo assim, o Grupo de Teatro de Suruacá.

Em maio de 2010 viram uma nova oportunidade com a chegada da ATAS e a proposta de uma Oficina de Teatro com os integrantes do grupo. Segundo Maiara Bentes, 17 anos, “a oficina foi importante para o grupo conhecer a técnica do fazer teatral e também para nos abrirmos a novos horizontes”. Convidados pela Associação para se apresentarem no Festival de Teatro e Cidadania, o grupo se empolgou. Criaram então um espetáculo que conta a história da sua comunidade.

“O mais importante deste trabalho é que é uma forma da juventude se unir. Aqui tem três grupos de jovens, que só se juntam para fazer teatro”, afirma Djalma Lima Junior, de 16 anos, um dos mais animados do grupo. Ele também conta que está ansioso para a apresentação na Casa da Cultura: “Esta é uma oportunidade de mostramos o nosso trabalho para um número maior de pessoas”.

No final do mês de novembro receberam ainda mais inspiração para a interpretação, criação de figurinos e melhoria no corpo cênico com a Oficina de Teatro VivoEncena. Uma atividade organizada pelo Instituto Vivo em parceria com o projeto Saúde e Alegria que mobilizou outras comunidades para o desenvolvimento das artes cênicas.

A travessia do Rio Tapajós já começou para os jovens lutadores de Suruacá e se depender deles vão ainda mais longe.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Vivo EnCena em Suruacá: Integração através da Arte



Oficina de Teatro e Animação – VivoEnCena com Saúde & Alegria

O projeto Conexão VivoEnCena cruzou o grandioso Rio Tapajós e chegou à comunidade de Suruacá, localizada a cerca de duas horas de Alter do Chão, no município de Santarém. O evento realizado no Estado do Pará, inédito em território nacional, promove o encontro entre jovens da cidade de Belterra e das comunidades de Suruacá e Capixauã com artistas e orientadores de grandes metrópoles do país através de oficinas de teatro e animação. O principal objetivo da ação é fomentar a partilha de experiências com olhar focado na responsabilidade cidadã e na prospecção por futuras ações sustentáveis. A VJ e documentarista Evelyn Cristina faz registro audiovisual de todo processo para a exibição de vídeo no dia final da primeira etapa do projeto.

A cerimônia de abertura do evento, que aconteceu no Telecentro de Inclusão Digital de Suruacá na manhã de 29 de novembro, foi inicialmente conduzida por Paulo Lima, coordenador de cultura digital do projeto “Saúde e Alegria”, que em parceria com o Instituto Vivo viabilizou a realização do Conexão VivoEnCena “Teatro e Animação” na região. Após esta breve introdução, Luciene Souza dos Santos, líder comunitária de Suruacá, deu as boas vindas a todos os participantes das atividades que serão desenvolvidas até 3 de dezembro. Marcelo Romoff, diretor geral do VivoEnCena, apresentou-se revelando enorme alegria pelas possibilidades oferecidas nas vivências, destacando o estabelecimento de um lugar para a troca e aprendizagem. O diretor artístico do VivoEnCena, Expedito Araujo, convidou aos jovens para participação em ações que visam estimular a criação de grupos de teatro oferecendo-lhes ferramentas para sua emancipação e continuidade em processo desenvolvido em duas etapas, sendo que o segunda acontecerá entre janeiro e fevereiro de 2011. Profissionais de imprensa também estiveram presentes na cerimônia, além de Naldo Ximenes, Gerente Comercial da Regional Vivo de Santarém e Simone Sena, representante do Instituto Vivo na região.

Daniela Biancardi fala de Teatro e Amazônia

No período da tarde, Daniela Biancardi, atriz e orientadora em artes cênicas, efetivou o primeiro passo do processo de integração proposto na oficina de teatro utilizando-se de jogos dramáticos e dinâmicas para identificação de vontades individuais e coletivas. Em clima de alegria, os jovens das comunidades partilharam estórias pessoais e lendas regionais, além de participarem de atividades de introdução ao corpo cênico. O primeiro dia de Conexão VivoEnCena “Teatro e Animação” em Suruacá terminou numa grande saudação à terra nativa, numa demonstração de respeito e amor às raízes da cultura local.

Ao final da tarde, Naldo Ximenes comentou com emoção a experiência: “O projeto torna papável o inimaginável”. O gerente comercial regional ainda frisou que ações como esta agregam valor em diferentes vertentes, que englobam desde o fortalecimento da marca Vivo até a integração de ferramentas comunicacionais na vida das comunidades mais afastadas dos grandes centros metropolitanos. Simone Sena, do Instituto Vivo, descreveu a ação como “um divisor de águas” na vida destes jovens.

O segundo dia do projeto iniciou-se com a oficina de animação ministrada por Hely Costa, parceiro do Instituto Vivo desde 2007. A partir de linguagem e procedimentos simples, o arte-educador aproximou-se da realidade local numa proposta de trabalho colaborativo, com o fazer totalmente voltado para os jovens das comunidades. A todo o momento Hely fazia questão de associar as técnicas de animação a uma atividade de fácil assimilação. Houve grande euforia quando foi promovido o contato dos participantes com tecnologias oferecidas por celulares e computadores.

Daniela Biancardi, na oficina de teatro, continuou o processo de identificação das vontades e necessidades das comunidades que podem ser manifestadas através da arte. Houveram experiências cênicas postas em prática em forma de montagens feitas por grupos criados nas atividades, sempre com suporte técnico da orientadora.

Texto: Pedro Sant´Anna

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Carta de Santarém aprovada no final do V FSPA

Por Terezinha Vicente

Um grande círculo, formado pelos participantes deste V Fórum Social Pan Amazônico, constitui a sua assembléia final, nesta segunda-feira, 29 de novembro, em Santarém, Pará. A grande roda revelava as inovações metodológicas no processo deste Pan Amazônico, onde foram exploradas diversas linguagens e expressões culturais da diversidade amazônica. E foi emocionante.

O primeiro eixo – Em defesa da mãe Terra – foi representado por cantos indígenas e quilombolas. Os habitantes originais destas terras, com suas várias etnias, línguas e costumes, viram sua invasão pelo branco europeu, resistem e lutam até hoje para viver onde viveram seus ancestrais. A exploração continuou com a escravização de originários povos da África, que lutam também, desde então, pela sua cultura e pelas terras que ocuparam desde aquela época. Presenças marcantes neste V FSPA.

“Poder para os povos da Pan Amazônia: autonomia e territórios” foi o segundo eixo, em defesa dos estados plurinacionais, em respeito às várias culturas desta vasta região, fundamental para todo o planeta. Representado neste encontro final pela Aliança dos 4 Rios, unificação das lutas em defesa dos Rios Tapajós, Xingu, Madeira e Teles Pires, do Brasil, que sintetizaram o movimento num formigueiro de pessoas que mostrava toda a disposição de luta: “Pisa ligeiro, pisa ligeiro, quem não pode com as formigas, não assanha o formigueiro...”

Rosa, da Federação de Mulheres Peruanas, apresentou uma mística a partir de três cuias conduzindo terra, água e sementes. “A Terra é nossa ou é dos grandes? Nós somos da terra ou a terra é nossa?”, perguntou ela ao final da mística. “Da terra viemos e para ela voltaremos, temos que adorá-la, basta de tanta devastação, de tanta contaminação. Sem água não haveria comida, não haveria também vida. E as santas sementes, cuidadas há tanto tempo pelos nossos antepassados, nos alimentam e nos curam”. Emocionando os presentes, Rosa conduziu um compromisso de todos em defesa da Mãe Terra.

Um “toré” feminista, já apresentado na abertura do Fórum, representou na assembléia o terceiro eixo – Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais. Representando uma grande participação das mulheres neste Fórum, elas criticaram fortemente o machismo, o patriarcado e o capitalismo. “Quando as mulheres lutam são chamadas de loucas, histéricas, prostitutas”, lembrou Aldalice Oterloo, da Abong, uma das condutoras da assembléia final.

A proposta da “Carta de Santarém”, documento final aprovado nesta assembléia, foi lido em seguida, em português e espanhol. “Temos uma utopia: A construção de um continente sem fronteiras, a Aby- Ayala, terra de muitos povos, iguais em direitos e solidários entre si. Uma terra livre de toda opressão e exploração. A vida em harmonia com a Natureza é condição fundamental para a existência de Aby-Ayala. A Terra não nos pertence. Pertencemos à ela. A Natureza é mãe, não tem preço e não pode ser mercantilizada”, diz o início do documento.

Lido e aplaudido, o texto foi aberto para receber emendas, garantindo o processo democrático com que foi conduzido este V FSPA. Enquanto isso, a apresentação do quarto eixo: Culturas, Comunicação e Educação Popular. Um grande barco humano foi formando, com a dança malemolente das “águas” e um canto popular entoado. Então, uma grande espiral foi construída e quase todos fizeram parte dela. Ao final centenas de abraços felizes mostravam a satisfação do encontro de lutadoras e lutadores desta Pan Amazônia, com o compromisso de novo encontro dentro de dois anos.

Veja a íntegra da primeira versão do documento final do V FSPA:

Carta de Santarém

Temos uma utopia: A construção de um continente sem fronteiras, a Aby- Ayala, terra de muitos povos, iguais em direitos e solidários entre si. Uma terra livre de toda opressão e exploração.

A vida em harmonia com a Natureza é condição fundamental para a existência de Aby-Ayala. A Terra não nos pertence. Pertencemos à ela. A Natureza é mãe, não tem preço e não pode ser mercantilizada.

Compreendemos que Aby-Ayala deva ser construída a partir de estados plurinacionais que substituam o velho estado centralizador, patriarcal e colonial, dando à luz a novas formas de governo, onde a democracia se exerça de baixo para cima, seguindo a máxima do mandar, obedecendo, onde exista um diálogo de saberes e culturas, onde cada povo seja livre para decidir como quer viver.

A participação plena e igualitária das mulheres é uma condição fundamental na construção das novas sociedades. Da mesma forma a proteção integral das crianças, como portadoras do futuro da Humanidade.

A Terra, nossa casa comum, se encontra ameaçada por uma hecatombe climática sem precedentes na história. O derretimento dos glaciares dos Andes, as secas e inundações na Amazônia são apenas os primeiros sinais de uma catástrofe provocada pelos milhões de toneladas de gases tóxicos lançadas na atmosfera e os danos causados à Natureza pelo grande capital, através da mineração descontrolada, a exploração petrolífera na selva e o agronegócio. Tal situação é agravada pelos mega-projetos, integrantes do IIRSA, como são a construção de hidrelétricas nos rios amazônicos e as grandes rodovias que destroem a vida de povos ancestrais, criando novos bolsões de miséria. Para deter este ciclo de morte é necessário defendermos nossos territórios exigindo o imediato reconhecimento e homologação das terras indígenas, titulação coletiva das terras quilombolas e comunidades tradicionais, bem como o pleno direito de consulta livre bem informada e consentimento prévio para projetos com impacto social e ambiental, preservando assim nossa terra, nosso modo de viver e a nossa cultura, defendendo a natureza e a vida.

Defendemos e construímos a aliança entre os povos da floresta, dos campos e das cidades. Fazem parte de nosso patrimônio comum a luta dos camponeses pela terra, os direitos dos pequenos agricultores a assistência técnica, credito barato e simplificado, e os justos reclamos por saúde, educação, transporte e habitação dignas para todos. Lutamos por uma sociedade sem exclusões, com liberdade, justiça e soberania popular. Combatemos no dia-a-dia todas as formas de exploração e discriminação baseadas em gênero, etnia, identidade sexual e classe social. Particularmente nos esforçaremos para superar a invisibilidade da população afrodescendente nas suas lutas e propostas sobre poder, autonomia e território.

A Amazônia Sul-americana possui problemas urbanos extremamente graves, nesse sentido é fundamental lutar pela construção de cidades justas, democráticas e sustentáveis, adequadas as diferentes realidades desta região, contemplando a diversidade dos atores sociais que vivem nessas cidades.

Na Pan-Amazônia, como em toda a América Latina, enfrentamos o militarismo que atua como mediador entre o colonialismo e o imperialismo. Condenamos a utilização das forças militares, corpos policiais, paramilitares e milícias como agentes repressivos das lutas dos povos, bem como os intentos de se utilizar a Justiça para criminalizar os movimentos sociais, a pobreza e os povos indígenas. Denunciamos a presença de tropas norte-americanas na Colômbia e a reativação da IV Frota estadunidense como ameaças à paz no continente. Repudiamos o colonialismo francês na Guiana e apoiamos os esforços de seus povos para alcançarem a independência. Nos manifestamos contra o golpe militar em Honduras e a ocupação militar do Haiti. Da mesma forma protestamos contra as barreiras que procuram impedir a livre circulação dos povos entre nossos países, defendemos o direito dos migrantes de terem uma vida plena e digna no país que escolherem para morar.

Lutamos por construir países apoiados em economias que mantenham a soberania e a segurança alimentar, que desenvolvam alternativas aos modelos predatórios e extrativistas e que tenham na economia solidária e na agroecologia, pilares na edificação do bem estar social. Para nós os saberes ancestrais são fontes de aprendizagem e ensinamento em igualdade de condições com o chamado conhecimento científico; a democratização dos meios de comunicação uma necessidade inadiável; a liberdade de expressão e a apropriação das novas tecnologias um direito de todos; bem como uma educação que estimule o diálogo, os contatos sem barreiras, os dons e talentos individuais e coletivos que dissemine valores humanos, abrindo caminho para a transformação íntima e social.

Reafirmamos nossa identidade amazônida através de nossas múltiplas faces, honrando a tradição e construindo o novo. Fazem parte desta identidade as línguas originais dos nossos povos e seus conhecimentos tradicionais. Estes são os nossos compromissos. Devemos transformá-los em ação.

LINHAS DE AÇÃO:

>Lutar pela produção de outras formas de energia em pequena escala, fortalecendo a autonomia e a autogestão da Amazônia e de suas comunidades;

> Realizar campanha pelo reconhecimento, demarcação e homologação das terras indígenas, titulação coletiva das terras quilombolas e de comunidades tradicionais;

> Lutar pela titulação de terras aos trabalhadores do campo e da cidade;

> Realizar campanhas pela aprovação de leis regulamentando a consulta prévia livre bem informada e consentimento prévio para projetos com impacto social e ambiental nos países Pan-Amazônicos;

> Organizar fóruns regionais para troca de conhecimentos e implementação de ações, com organizações de outras regiões, em cada local onde a Mãe Terra esteja sendo agredida, ou ameaçada;

>Participar das redes que investigam a ação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Brasil), contribuindo para obstruir os financiamentos a projetos que destroem o meio ambiente;

> Promover ações articuladas de denuncia e pressão contra projetos de caráter sub-imperialista do governo brasileiro na Pan-Amazônia;

>Unificar as lutas contra a construção de represas hidrelétrica nos rios da Amazônica, em especial as lutas contra Belo Monte, Inambary, Paitzpatango, Tapajós, Teles Pires, Jirau, Santo Antonio e Cachuela Esperanza;

> Realizar encontros e marchas denunciando as diversas formas de opressão, como o machismo, racismo e homofobia, e apresentando as soluções propostas pelas organizações e movimentos sociais;

> Pensar formas de avançar nos processos de debate e avaliação coletiva, incluindo a elaboração de materiais que possam auxiliar nestes momentos;

> Avançar na elaboração de propostas para garantir vida digna a todos os povos da Pan-Amazônia, considerando suas diferenças intra e inter-regionais;

> Mobilizar as sociedades civis Pan-Amazônicas, contra as falsas soluções de mercado para o clima, como o REDD;

> Desenvolver lutas contra o patenteamento do conhecimento das populações tradicionais, que apenas promovem os interesses das grandes corporações transnacionais;

> Mobilizar as organizações contra as estratégias dos governos e das grandes empresas, voltadas à flexibilização da legislação ambiental na Pan-amazônia;

> Lutar pelo reconhecimento legal de “territórios livres da mineração” e de outros empreendimentos, nos ordenamentos jurídicos dos países da Pan-Amazônia;

> Articular a criação do “Dia da Pan-Amazônia”, onde todas as organizações realizem manifestações e discussões conjuntas, chamando a atenção mundial para os problemas ambientais, sociais, econômicos, culturais e políticos que ocorrem nesta região;

> Constituir um centro de comunicação do FSPA, de maneira compartilhada, com a função de interligar os movimentos sociais da Pan-Amazônia, socializar debates e iniciativas de ação;

> Divulgar as ações, discussões e resultados do FSPA nas comunidades, através de uma rede de comunicação;

> Construir uma presença marcante da Pan-Amazônia na reunião do FSM em Dakar, no Senegal, em fevereiro de 2011;

> Inserir o FSPA em redes e articulações que tenham causas comuns;

> Realizar o FSPA de dois em dois anos, em países diferentes, com candidaturas antecipadas que deverão ser aprovadas pelas instancias do FSPA.

Santarém, 29 de novembro de 2010