sábado, 27 de novembro de 2010

Casa ambulante

Postei no youtube o vídeo que mostra a casa ambulante do Romacito e Sirlei Marafão, meus novos vizinhos. Teve gente que não acreditou quando postei as fotos anteriormente.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Começou o Fórum Social Pan-Amazônico em Santarém

Texto de Thiago Rodrigues

O dia 25 de novembro de 2010 foi marcante não só para os santarenos, mas para toda a Pan-Amazônia, pois se iniciou o V Fórum Social Pan-Amazônico. Um evento de extrema importância para os sul-americanos que se reúnem em suas diversas ideias intimamente ligadas ao uso consciente dos recursos naturais da floresta e, consequentemente, o respeito dos povos que nela habitam.

Em frente ao Parque Municipal, todos aqueles que se intitulam defensores do bem comum se aglomeraram para o grande cortejo pelas ruas santarenas. O rito de abertura promovido pelos índios Wai Wai deu as boas-vindas aos demais povos oriundos de uma América do Sul explorada pelos primeiros mundos. Wai Wai e Munduruku constituíam uma parcela dos povos indígenas ávidos por respeito e justiça.

Já nas ruas santarenas era de se perceber o quanto o mundo necessita de consertos, sobretudo, a Amazônia que há tempos vem sofrendo as torturas causadas pelo homem. Um grupo de pessoas fazia ouvir: “um, dois, três, quatro, cinco mil. Ou para Belo Monte ou paramos o Brasil.” Em consonância com o protesto sobre a construção da Usina de Belo Monte, a trágica representação da morte simbolizava a previsível consequência dos grandes projetos aqui implantados.

Adiante, organizações quilombolas de Santarém e de Belém exigiam respeito à sua cultura, da mesma forma como um grupo de mulheres negras vestidas de acordo com os seus costumes se faziam exibir lindamente ao mesmo tempo em que representavam o estigma dos negros africanos escravizados no Brasil.

O cortejo pan-amazônico prosseguiu ritmado pela banda de fanfarra Afro- -Amazônida da comunidade de Mumumuru (Santarém). E nesse ritmo, a mistura de pensamentos que, num momento, elucidavam o direito à terra representado nos mártires da história como a Irmã Dorothy Stang, noutro, o pedido a uma reforma urbana com direito a transporte público de qualidade, davam corpo à caminhada.

A orla da cidade, especificamente em frente ao museu João Fona, foi o local que ocorreu a culminância da abertura do V Fórum Social Pan-Amazônico. Ali, todos formaram um só corpo que andou em direção única: à defesa dos povos da floresta e de todos aqueles que dela dependem.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Novos vizinhos

A sindicalista Sirlei Marafão veio morar com a família na minha Rua Piacá. Comprou um terreno, limpou o espaço para a casa e começou a trazer a mudança. Até aí tudo normal.
No entanto, num sábado à tarde, ela chega com a casa em cima de um caminhão e com a mobília toda dentro do "imóvel".
O "acontecimnto" mobilizou muita gente que veio ver a cena inusitada.
Publico as fotos:
Foto 1 - A casa "varando" o mato
Foto 2 - Crianças conferindo a mudança da casaFoto 3 - Ajustando o local da casaFoto 3 - Preparando a "descida"

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Belterra, um sonho americano construído na floresta

Por RONALDO KOTSCHO

belterra5Uma das viagens mais emocionantes que fiz ao longo de quarenta e dois anos de jornalismo foi para Belterra no estado do Pará. Estava fazendo um anuário especial da Embrapa e uma das pautas, era mostrar o trabalho dos pesquisadores no manejo de florestas.

Logo na chegada, me emocionei com o lugar. Eu que já havia conhecido inúmeros países e grande parte do Brasil, não imaginava conhecer uma cidade tão diferente.

E o mais incrível foi saber que o idealizador desta cidade americana no meio da selva e na margem do tapajós, não chegou a ver o seu sonho realizado.

O grande construtor dos primeiros veículos a motor, Henry Ford, quando soube que o látex extraído dos seringais da Amazônia poderia ser transformado em borracha e produzir um excelente pneu para os carros produzidos pela Companhia Ford, mandou construir uma cidade e iniciar uma grande plantação de seringais no lugar. belterraSeria a maior produção de borracha natural do mundo. O lugar passou a ser chamado de Fordlândia. Nascia, então, a Fordlândia, em meio a um milhão de hectares cedidos pelo governo brasileiro. A vila foi construída com a mesma arquitetura das cidades da época (1840) das vilas mais modernas dos Estados Unidos.

Ford, quando estava prestes a embarcar para o Brasil, para conhecer o seu mais novo empreendimento teve de desistir devido ao falecimento do filho.

Anos mais tarde, o projeto teve que ser abandonado devido à grande incidência de doenças nos seringais e, principalmente, a descoberta da borracha sintética na Malásia.

Com a saída da Ford, o lugar ficou abandonado durante trinta e nove anos, depois foi incorporada no ministério da agricultura. Em 1997, a cidade foi transformada em município.

belterra1O mais incrível dessa história toda é que as construções permaneceram intactas e praticamente nada mudou na cidade. A pista de atletismo construída para os trabalhadores contratados pela Ford, a Igreja, as moradias, hospital, mercearias e toda infra-estrutura está lá praticamente intocada. E foi isso que me emocionou e deve emocionar a todos que tiverem a felicidade de conhecer esta cidade “americana” no coração da Amazônia. E foi neste lugar que conheci um funcionário da Embrapa que acompanhou por muitos anos como mateiro um botânico inglês que fora contratado pelo governo brasileiro para dar nomes às árvores e todas as demais plantas da floresta.

Aquele senhor era analfabeto. Mas tinha uma memória privilegiada e durante anos trabalhou com o pesquisador inglês, conseguindo decorar o nome científico e o nome popular de cada árvore, flor, arbusto, cipó e toda a demais vegetação da floresta. O mais incrível foi que o inglês foi embora e levou com ele todo estudo de anos e anos das plantas da floresta. Ebelterra_3 somente aquele incrível senhor analfabeto guardou na memória aquele importante estudo. E foi com ele, que a nossa equipe entrou na floresta e teve a maior aula de biologia, que nenhum professor doutor poderia dar.



belterra_4


Foto dos filhos dos trabalhadores na década de 40

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Uma baleia no Rio Tapajós

Fazem três anos que uma baleia do tipo Minke encalhou nas margens do Rio Tapajós, município de Belterra. O animal marinho encalhou no dia 14 de novembro de 2007 num banco de areia numa região distante cerca de 1000 quilômetros de Belém, capital do Pará, cidade que fica próxima ao local onde o Rio Amazonas desagua no Atlântico.
A baleia-minke-antártica (Balaenoptera bonaerensis) é um mamífero cetáceo da família dos balenopterídeos (wikipedia).

Na foto a seguir, a baleia no estado em que encontra hoje, no Museu Municipal de Santarém.
Na foto que segue, a baleia morta ainda dentro do rio. Pesquisador do Museu Goeldi, de Belém, observa o animal sob os olhares dos moradores que primeiro viram o animal.

A notícia do encalhamento da baleia no Rio Tapajós ganhou o mundo. Foi neste período que o blog do Telecentro de Belterra ganhou fama ao contar de forma rapida os episódios da história.
Mizael Santos foi um dos blogueiros belterrenses que acompanhou a história bem de perto. Ele publicava em 14/11/2007:

A natureza em mais uma de suas surpresas
No dia 14 de novembro, foi encontrado por moradores da Comunidade de Piquiatuba – Rio Tapajós no município de Belterra, uma baleia da espécie minke (Baleanoptera acustorotrata), uma das menores espécies de baleias do mundo. Costumam viver em pequenos grupos e as vezes são vistas sozinhas. Sendo vistas em grupos somente no período de alimentação. São encontradas em águas tropicais, temperadas e frias de todos os oceanos, tanto em áreas costeiras como em oceânicas. Ocasionalmente, pode penetrar em baías e estuários em águas de pouca profundidade, o que pode ser um dos motivos que explique que o animal tenha penetrado pelo rio de agua doce e chegado a Comunidade de Piquitatuba Tapajós. No verão elas alimentam-se próximo dos pólos, no inverno migra para regiões mais quentes para se reproduzir e criar seus filhotes. Em algumas regiões, são conhecidas populações residentes durante todo o ano, que realizam apenas pequenos deslocamentos, no Brasil, são vistas em toda costa.
O fato causou bastante surpresa, tanto para os moradores locais, como para pessoas de várias regiões do país. Pois é raríssimo este tipo de acontecimento. O animal parecia bastante debilitado, o que fazia aumentar a senção de impotência das pessoas alé se encontravam.


15/11/2007:
Baleia encalhada desaparece no Rio Tapajós
Biólogos e comunitários se surpreenderam ao não encontrar o animal na frente da comunidade ribeirinha de Piquiatuba em Belterra (100 Km de Santarém) na manhã de hoje.Na quinta-feira, os biólogos e voluntários conseguiram empurrar o animal para o canal , mas a baleia voltou para o mesmo lugar. Na segunda tentativa o animal se deslocou para o meio do rio e seguiu o curso, no entanto por volta das 21h00 foi vista em outro ponto da comunidade.Desde que foi vista na frente da comunidade ribeirinha a baleia ficou sobre a guarda dos comunitários que revezavam acompanhando o animal dia e noite, auxiliando inclusive os trabalhos das equipes do Ibama, dos Bombeiros e da Marinha, mas dado o número de curiosos o Ibama proibiu a aproximação de qualquer pessoa , até mesmo dos comunitários, segundo informou Jonival Neves, um dos voluntários.

Ainda no mesmo dia:
Baleia reaparece no Rio Tapajós
A baleia da espécie Minke que estava encalhada em frente a comunidade de Piquiautuba em Belterra reapareceu na manhã deste sábado do outro lado do Rio Tapajós.

Biológos do Ibama informaram que o animal foi encontrado na comunidade de Jauarituba, na Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns, entre as comunidades de Suruacá e Vila de Boim já no município de Santarém.

16/11/2007:
A saga chega ao fim
O Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) confirmou nesta tarde, a notícia de que a baleia Minke que estava na região, morreu.

O animal que apareceu encalhado no Rio Tapajós no dia 15 de novembro, na comunidade de Piquiatuba no município de Belterra, foi encontrado boiando na manhã de hoje na comunidade de São José no Rio Arapiuns onde foi avistada nos últimos dias.

Segundo a bióloga Fábia Luna, comunitários ligaram para o Corpo de Bombeiros avisando que a carcaça do animal estava na frente da comunidade. Logo em seguida a equipe do Ibama foi acionada e deslocada para o local.

Não se sabe afirmar ainda o que levou o animal a óbito, no entanto tudo indica que a baleia estivesse doente.

Na manhã de ontem equipes do Ibama e biólogos do Instituto Chico Mendes medicaram o animal e coletaram amostras de sangue.

Hoje a carcaça da baleia foi levada até a margem onde foi realizada uma necropsia. Os órgãos serão enviados para um laboratório para análise, desta forma se saberá a real causa do animal ter vindo parar na região e também o motivo da sua morte.


Imagem da baleia no museu: Manuel Dutra
Imagem da baleia na praia: http://g1.globo.com/VCnoG1/0,,MUL183789-8491,00.html

A despedida

A foto foi tirada no dia 15 de novembro de 2007 e mostra o encontro do blogueiro Mizael Santos com a baleia Minke. Ela havia encalhado num banco de areia do Rio Tapajós, nas proximidades da comunidade de Piquiatuba, município de Belterra.
O encontro serviu também como despedida, pois Minke morreu três dias depois numa outra comunidade.
Esta história você conhecerá num post seguinte.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Serrabel FM está na internet

A Rádio Comunitária de Belterra, Serrabel FM, finalmente subiu para a rede mundial de computadores. Ela pode ser ouvida através do Portal Belterra.
No portal pode-se acompanhar a programação da emissora, deixar recados, conferir a previsão do tempo e ficar atualizado dos acontecimentos da cidade.
www.portalbelterra.com.br

Sonho americano às margens do Tapajós

Marinho Andrade parece ser daqueles que, quando certo de uma idéia, convence até os mais incrédulos. Num dia qualquer do começo da década de 1990, ele estava lendo jornal quando um pequeno texto, ao final de uma reportagem sobre o Projeto Jari, chamou-lhe a atenção. A notinha relembrava os leitores sobre o falido projeto de Henry Ford na Amazônia: em Fordlândia, no Pará, o magnata norte-americano arriscou a sorte e construiu uma cidade nos moldes dos EUA, às margens do rio Tapajós, para produzir látex, o insumo principal da sua poderosa e crescente indústria automobilística, a Ford Motor Company. Era 1928 e o mentor do projeto jamais pisaria em terras brasileiras. Por desconhecimento sobre o manejo de seringueiras e desavenças com operários nativos, o projeto estava fadado a dar errado. Marinho terminou a leitura e imediatamente meteu na cabeça que precisava contar esta história.

Foram quase vinte anos entre a simples vontade de filmar e o resultado final. Do desconhecido distante surgiu uma verdadeira obsessão. O autor do documentário “Fordlândia” - eleito Melhor Documentário pelo Júri Popular do Amazônia Doc.2 – Festival Pan-Amazônico de Cinema - começou então uma pesquisa frenética sobre o projeto de Henry Ford. “’Por quê ninguém sabe dessa história? Se ninguém sabe o que é, vai ser legal fazer’, eu pensava. Vi que daria um documentário belíssimo”, ele diz. O filme foi produzido por meio da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, com patrocínio da Companhia Siderúrgica Nacional. “É uma obsessão muito boa, um prazer incomensurável”, fala Marinho, sobre ter passado quase vinte anos atrás de informações, pessoas, imagens, arquivos, livros, documentos, trabalhos acadêmicos e tudo que pudesse servir de base para o documentário. “Foi uma aventura arranjar patrocinador. Todos ficavam com o pé atrás”, conta.

Ainda sem recursos, a primeira viagem rumo à Fordlândia só aconteceu em 1998. Chegou a Belém e pegou um barco rumo à Santarém, em três dias de viagem. De lá, outro barco e mais 12 horas para chegar até o destino. Encontrou Dona América, com quem conseguiu obter valiosas informações. Ela foi para o município ainda adolescente em busca de emprego, para trabalhar na casa de imigrantes dos Estados Unidos. Marinho começava a desvendar ainda mais detalhes da história de um projeto que deu errado. E a idéia de realizar o documentário começava a se delinear. “É uma história de muita coragem. O Ford era o maior industrial do mundo naquela época. Era um grande sonhador”, diz Marinho.

VIVÊNCIA

Dividindo a direção com Daniel Augusto e contando com Roberto Santos Filho, na função de diretor de fotografia, Marinho só iniciou o planejamento das filmagens em 2004. Em 2005, a equipe permaneceu por 22 dias em Fordlândia - período em que foram gravados depoimentos como o de Dona Olinda, hoje com 100 anos, e que testemunhou o protesto de operários conhecido como “Quebra Panelas”. “Os americanos queriam que os brasileiros comessem como eles, sem o peixe, a farinha, a cachaça. Houve uma revolta braba”, conta Marinho, acrescentando que havia Lei Seca e que os bordéis foram transferidos para o outro lado do Rio Tapajós, lugar que ficou sendo chamado de “Ilha dos Inocentes”. Em 2005, a equipe de produção foi até Detroit, no estado do Michigan, nos Estados Unidos, onde os produtores e diretores foram até a sede da Ford Motor Company, e em Dearborn, na mansão em que Henry Ford nasceu e viveu.

Ainda nos Estados Unidos, Marinho também encontrou vídeos feitos em Fordlândia à época de sua criação, no Arquivo Nacional de Washington. Henry Ford era muito amigo de Thomas Edison – conhecido inventor da lâmpada elétrica e de outras engenhocas no começo do século XX –, que concedeu câmeras de vídeo ao amigo. “Ele mandou câmeras pra cá e eles filmaram tudo. Encontramos esse material preservado”, diz o diretor, que em três dias separou o necessário para compor o documentário. Ainda nos EUA descobriu alguns filhos de Fordlândia que regressaram ao país. Ed e Charles Townsend, hoje com 86 e 78 anos, respectivamente, são banqueiros e vieram ao Brasil, em 2005 e 2006, revisitar o lugar em que nasceram. “Eles falam português. A Dona América foi babá do Charles”, revela Marinho.

Diante de tanta informação, foi preciso estabelecer parâmetros cinematográficos, e não didáticos, para a realização do documentário. “O filme não responde perguntas; faz perguntas”, define o diretor. Pela visão dos irmãos que regressam dos Estados Unidos, Fordlândia aparece em vídeo sob a emoção deles. “Não conto uma história de bandido. É uma história de homens”, diz Marinho, sobre a capacida de Henry Ford em acreditar no sonho amazônico. “Foi um marco do capitalismo mundial e que ninguém presta muita atenção. O documentário mostra essa realidade nua e crua de uma arrogância, de uma prepotência americana em relação à Amazônia”, diz. “Henry Ford e equipe nunca ouviram o povo da floresta. Derrubaram 1 milhão de hectares da floresta e plantaram seringueiras como eucalipto. Até que em 1945, uma praga, o “mal das folhas”, destruiu a plantação”, conta.

Publicado ontem no Diário do Pará Online

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Telecentro de Belterra entrega certificados nesta sexta

Sexta-feira, dia 12, o Telecentro de Belterra realizará cerimonial para a entrega de certificados da 16ª turma que concluiu o curso de informática livre. O evento ocorrerá no próprio Telecentro, situado na Estrada 04, dentro do Cercado da SEMINF. Participarão da cerimônia 60 alunos oriundos das associações de moradores existentes na zona urbana e as da zona rural que ficam nas proximidades da cidade.

Pedro Afonso Batista, seringueiro de 80 anos, é um dos concluintes do curso. Ele mora em Belterra desde 1940, quando sua família veio trabalhar na Companhia Ford. Sua vinda para o Telecentro foi através do sorteio que ocorreu no Centro de Convivência dos Idosos. Ele afirma que ficou muito feliz ao ter contato com o computador pois achava que seria muito difícil. Disse ainda que está ansioso para receber o seu diploma depois de tantas dificuldades que enfrentou no decorrer das aulas, como por exemplo o problema de vista.

Nos quatro anos de existencia, o Telecentro de Inclusão Digital já formou mais de 2.300 alunos nos cursos básicos de informática e navegação na internet. Ele funciona através de uma parceria da Prefeitura Municipal de Belterra e o Projeto Saúde e Alegria.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tica

Francisco Bezerra, o Tica, é um cantor popular da Bela Terra.

domingo, 7 de novembro de 2010

Parabéns Mamãe!

Teatro em Belterra

Jovens de Belterra já tentaram criar um grupo de teatro em Belterra mas sem sucesso. Agora é a vez do MOJOB fazer a tentativa.
A primeira Oficina de Teatro ocorrerá de
A oficina tem por objetivo principal a formação de grupos de teatro a partir de procedimentos para a sua autonomia e conseqüentes prospecções comunitárias. Envolvendo jovens de Belterra, Capixauã e Suruacá, a partir de jogos dramáticos, improvisação e dinâmicas para introdução ao corpo cênico, poético e risível, o processo se efetivará com o efeito do fazer teatral aliado a recursos multimídias, sobretudo através do mobile. No último dia, haverá uma apresentação de esquetes cênicas desenvolvidas ao longo da oficina para o público local, assim como uma projeção de vídeo retratando as ações desde o primeiro dia.
Na volta de Suruacá serão convidados mais jovens para adentar no Grupo de teatro e dar continuidade no trabalho.
Vamos torcer e trabalhar para que tudo dê certo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma é eleita presidenta do Brasil

Uma mulher será a maior autoridade do Brasil a partir de 2011. Após vencer as eleições presidenciais de 2010, Dilma Vana Rousseff presidirá nosso país nos próximos quatro anos.
No Pará, Ana Júlia perdeu o comando do estado para o tucano Simão Jatene.
É hora do PT avaliar os erros do governo petista paraense e se preparar para as eleições municipais de 2012.

Oitava viagem à São Paulo em 2010

Cheguei ontem de mais uma viagem à capital paulista. Dizem as más línguas que já virei paulistana.
Quando me procuram em Belterra já estou em São Paulo e vice versa. É um exagero, claro! Risos

Desembarquei por lá na sexta-feira, 29. Fui de Guarulhos direto para o hotel que ficava na Luiz Berrini, Bairro de Morumbi. Estava muito cansada depois de "algumas" horinhas de escalas e atrazos de voos.
Combinei de ir almoçar com um amigo da internet. Perigo? Não. É um belterrense, que mora em São Paulo há 30 anos e leitor assíduo do meu blog.
Mário Batista é o nome da figuraça que tive o prazer de encontrar pessoalmente. Ele me levou num restaurante que parece um pedacinho do nordeste, Feijão de Dois, às margens da Represa de Guarapiranga.
Quantas histórias ouvi! Desde os tempos de menino em Belterra, passando pelos anos de trabalho na Rádio Jovem Pan, a "militância" no PT, as visitas à Belterra e as peripécias da vida de um paraense na capital paulista.
Voltei para o hotel já no fim da tardinha após conhecer os "bebezinhos" do Mário.

No sábado, 30, participei do 2º dia do Seminário A Sociedade em Rede e o Teatro, promovido pela Vivo e com participação de grupos de teatro de vários cantos do país.
Estou lá representando o MOJOB - Movimento Jovem de Belterra que ainda não tem grupo de teatro mas que está na intenção de criar um movimento de artes cênicas por aqui.

Num post seguinte, conto minhas impressões do Seminário VivoEncena e desta idéia do MOJOB de criar o grupo de teatro em Belterra.