terça-feira, 26 de outubro de 2010

Conheça a blogueira Míriam de Sousa

Apresento-lhes uma jovem sonhadora que sente orgulho de ser belterrense. Ela tem um jeito, aparentemente, sério, mas tem um lado cômico que muitos desconhecem. É uma menina de poucas palavras, porém muito observadora, motivo que a levou para o mundo da escrita.

Estou falando da blogueira Míriam de Sousa(foto), 25 anos, filha de Belterra que cresceu ouvindo as histórias do lugar e correndo por entre os seringais da Vila Chagas.

Desde cedo ela sentiu o gosto pela escrita. Começou a ler e escrever quando tinha cinco anos e nessa mesma idade iniciou a primeira série. Aos 16 terminou o ensino médio, aos 18 entrou na faculdade de Letras e aos 21 concluiu.

Apaixonada pela história de Belterra, Míriam criou no último mês o blog Belterra "American City" Brasilb no qual compartilha com internautas as fotografias, vídeos, textos e memórias dos moradores coletadas durante sua pesquisa.

Confira a entrevista:

Como surgiu o interesse pela História de Belterra?

Há muitos anos, quando eu ainda era uma criança. Meu avô foi seringueiro, um dos primeiros a ser admitido, e ele contava muita coisa sobre como era o trabalho nas plantações; meus tios e minha mãe também contam o que lembram dessa época. Então, sempre tive contato com a história e sempre gostei de pesquisar fotos e relatos do tempo da Companhia Ford. Cheguei a fazer uma página na internet em 2005, mas não continuei por falta de tempo para me dedicar, e por não estar morando na cidade, dificultando a coleta de informações.

O que motivou você a criar o blog Conhecendo Belterra?

Hoje a internet é um dos meios de pesquisa mais comuns por ser mais rápida. Como vivo procurando notícias, imagens e todo tipo de conteúdo relacionado a essa época, acabei encontrando erros sobre a história publicados por visitantes que, talvez, tenham recebido informações erradas também. Assim como blogs que iniciaram o trabalho de divulgação, mas ficaram resumidos na mesma história e não deram continuidade.

O objetivo do meu blog é divulgar a História de Belterra como um todo. Como ainda está recente, estou focando o assunto no contexto histórico e ainda tem muita coisa pra postar, mas, não pretendo ficar somente no passado, porque Belterra teve muitas mudanças. O nome “Conhecendo Belterra” foi escolhido justamente para conhecerem o antes e o agora, e poder acompanhar os acontecimentos da cidade.

Que público você quer atrair para o blog?

Não penso num público específico, penso na divulgação correta para os interessados em conhecer não só a história, mas os atrativos naturais, a cultura, e tudo que a cidade proporciona aos visitantes. Entretanto, o blog vai ajudar muitos belterrenses, que há anos não visitam Belterra, a matar a saudade da terra querida e saber um pouco mais sobre seu lugar de origem.

Como tem sido a receptividade dos internautas?

Ótima! Muitos já me parabenizaram e apóiam essa iniciativa. Percebi que essa vontade de ter uma página relacionada à Belterra não era só minha. É bom saber que estou contribuindo com a divulgação da cidade. Nos primeiros dias, fiquei surpresa com a quantidade de visitantes dos Estados Unidos, assim como da Alemanha e Noruega. A visitante deste último país é uma belterrense, que eu chamo carinhosamente de “tia”, e que foi embora há muitos anos, mas não esquece as origens.

domingo, 24 de outubro de 2010

Seja voluntário no V Fórum Social Pan Amazônico

Do blog da Rede Mocoronga

A mobilização para o V Fórum Social Pan Amazônico, que acontecerá no período de 25 à 29 de novembro, em Santarém, continua. A equipe de organização local do Fórum, comunica que estão abertas as inscrições para os interessados no trabalho voluntário nos dias do evento.

As inscrições encerram dia 10 de Novembro. Os voluntários irão receber treinamento especifico para cada área de atuação do Fórum.

Para obterem mais informações, os interessados devem entrar em contato com a coordenação local do Fórum:

Escritório do Pan: Trav Agripina de Matos, nº 203, Bairro Laguinho/ Fone: (93) 3522-6852

e-mail: contato@forumsocialpanamazonico.org

Secretaria Executiva do FSPA: Valéria Bentes – (93) 9195-3465

Grupo de Trabalho de Metodologia do FSPA: Mel Mendes – (93) 9123-4175

Fique por dentro das notícias do Fórum acessando:

www.forumsocialpanamazonico.org

sábado, 23 de outubro de 2010

blogueira

Diante do Trono estará no Domingão do Faustão

Ministério de Louvor liderado por Ana Paula Valadão fará no programa da Globo o lançamento oficial de seu 13º CD "Aleluia", gravado em julho na cidade de Barretos.
Novidade: Grupo, liderado por Ana Paula Valadão, estará neste domingo, a partir das 18 horas, na Rede Globo

O programa de auditório, Domingão do Faustão, abrirá mais uma vez as portas para a participação de cantores do meio musical evangélico nacional. Depois de Aline Barros e Fernanda Brum, que cantaram no programa no fim de junho deste ano, agora será a vez do Ministério Diante do Trono. O grupo será uma das atrações deste domingo, a partir das 18 horas, e, na ocasião, fará o lançamento nacional do seu 13º CD, "Aleluia", gravado no Parque do Peão de Boiadeiro de Barretos, interior de São Paulo, em julho.
A notícia foi confirmada na semana passada, pela líder do grupo, a cantora Ana Paula Valadão. No dia 11 de outubro, ela escreveu em seu Twitter: "Confirmado! Estarei no Faustão dia 24 de outubro! Conto com orações! Que o Senhor Jesus seja glorificado através de mim!".
Em julho deste ano, o Diante do Trono recebeu de sua gravadora, a Som Livre, disco de platina, pela vendagem de 100 mil CDs e 50 mil DVDs do último trabalho "Tua Visão".

Sebastião Tapajós

Fordlândia: desindustrialização e crítica do presente

DEBATE ABERTO

No documentário Fordlândia, os cineastas se fazem cronistas de uma cidade extinta. Uma cidade construída por Henry Ford, nos anos 1930, em plena floresta amazônica. Se as ruínas são testemunhas que resistem ao poder destruidor do tempo, Fordlândia corresponde, antes, à lógica do Capital.

Fordlândia é um documentário de Mário Andrade e Daniel Augusto. Henry Ford funda, nos anos 1930, em plena floresta amazônica, um duplo de Detroit, cidade construída para introduzir no desenvolvimento industrial a utopia do automóvel. Na luta entre natureza e cultura, para realizar as promessas iluministas do progresso técnico, a cadeia de montagem venceria, pela racionalização do trabalho, a beleza convulsiva da mata exuberante.

Indiferentes a esse mito, os cineastas se fazem cronistas de uma cidade extinta. Em vez de dar a voz principal a antropólogos e economistas, historiadores e urbanistas - que explicariam o fracasso da tarefa no desconhecimento “da geografia humana” da região, dos seringais dizimados às condições alimentares impostas pelo colonizador moderno -, e desconfiando do dualismo do explorador e do explorado, a fita produz um deslocamento da memória testemunhal e dos filmes de arquivo, evocando a potência alucinatória da ficção, profetizando o passado, invertendo as relações causais. Evitando a idéia de que a objetividade é a verdade, os diretores operam com a desordem espacial e das lembranças para ingressar na cidade fantasmática de que não restam sequer ruínas, mas reminiscências de antigas edificações - da fábrica, da escola, do hospital,das moradas operárias e da “casa grande”.

Se as ruínas são testemunhas que resistem ao poder destruidor do tempo, Fordlândia corresponde, antes, à lógica do Capital. Ao tratar do capitalismo triunfante na Paris do século XIX, Benjamin anotou que nos “monumentos da burguesias se reconhecem ruínas antes de seu desmoronamento.”

Nesta fita as ruínas não são apenas materiais e externas, mas subjetivas e existenciais. Nem desaparecida, nem sobrevivente, a cidade, com seus raros habitantes, descendentes dos pioneiros, oferece o espetáculo de uma anacrônica duração.

Anacrônica, caso os diretores acreditassem em progresso e decadência, apogeu e queda de civilizações. Não por acaso, o filme começa pela cena final nos seringais: o trabalho que neles inscreve as primeiras cicatrizes produz o sofrimento da natureza que prenuncia o do homem.

Colocando face a face a criança de outrora, hoje adulto que, dos Estados Unidos, retorna à casa paterna e reencontra a ama que a criou, a câmera confidencial atualiza o que é negligenciado e esquecido nos relatos acadêmicos. Daniel Augusto e Mario Andrade não competem com ficções reais, câmera e ficção têm o dom de reanimar o que parecia sem vida e reunir os caminhos que se separaram e se perderam. Longe do diretor onisciente, a câmera preserva o decoro e o pudor. Em lugar de diálogos,a imagem revela a memória involuntária que traz de volta as primeiras emoções, o adulto é a criança que a ama acalentou. Fordlândia é o emblema da existência condicionada pela economia e pelo capital; nela, a vida perde a destinação humana.

Em seu ensaio “Experiência e Pobreza”, Walter Benjamin procura compreender como a pobreza pode se transformar em recurso e conhecimento, esquivando-se da submissão à produção imposta pela heteronomia da acumulação e do mercado mundial. Por isso fábulas e provérbios são ensinamentos de que Diógenes, no século V a.C dá o exemplo. Conta-se que um caminhante viu o filósofo que passava suas noites e seus dias ao relento mendigando uma moeda a uma estátua e lhe perguntou porque agia assim. Ao que Diógenes respondeu: “Eu me preparo para não receber nada.” Diógenes transforma a pobreza em menosprezo da glória das estátuas e, simultaneamente, revela a pobreza como condição de sua liberdade.

No filme a pobreza não é apenas a falta e seus tristes corolários, mas uma máxima sobre o trabalho industrial e o cortejo de infelicidades que comporta. Oscilando entre um passado que não se encerrou e um futuro que não é ainda, o limiar do desaparecimento pode vir a ser o renascimento da cidade que seja a “morada do homem”, espaço de pertencimento, bem-estar e paz. Nesta fita a tristeza não deverá ter a última palavra.


Olgária Mattos é filósofa, professora titular da Universidade de São Paulo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Inscrições para UFOPA encerram neste domingo

Esta é a última semana para quem deseja inscrever-se no processo seletivo da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) 2011. Enc erram-se no próximo domingo (24), às 18h (horário de Brasília), as inscrições para o processo seletivo da Universidade, que utilizará a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para preencher 1150 vagas de admissão.


Para efetivar a inscrição, que é gratuita, o interessado deve acessar o endereço eletrônico http://www.ceps.ufpa.br. Vale lembrar que as provas do ENEM serão realizadas nos dias 6 e 7 de novembro em todo o país.

No ato da inscrição, os candidatos devem indicar a ordem de preferência por turno (matutino, vespertino ou noturno), além da edição do Enem a ser considerada na seleção (resultado do ano de 2009 ou 2010). Serão admitidos, em primeira chamada, os 1150 inscritos melhor classificados pelo Enem, com notas superiores a zero nas provas objetivas e de redação.

A classificação dos candidatos será feita em ordem decrescente da média obtida no resultado do Enem. Em caso de empate, a classificação dos candidatos obedecerá sucessivamente aos seguintes critérios: maior nota em redação; idade do candidato (será classificado o candidato de maior idade cronológica).

Ascom/UFOPA

Bandeira de Belterra

Autoria: Hélcio Manoel da Costa Pedroso



Simbolismo

1. A seringueira, símbolo maior da existência de Belterra;
2. A casa de força e luz, símbolo do progresso;
3. A paisagem, símbolo da natureza, da beleza das praias do rio Tapajós, o lazer e o turismo;
4. As frutas representadas pela manga, cupuaçu e laranja é a ligação do homem com a agricultura, símbolo da economia da região;
5. No listel em vermelho, com letras prateadas, o topônimo "BELTERRA", a representação do governo municipal.

As Cores

1. O pano da bandeira terá faixas horizontais nas cores verde e branca;
2. A cor verde representa a floresta, da agricultura. É a cor da esperança. As faixas em verde representam também as comunidades do Município;
3. A faixa branca representa a união dessas comunidades às praias do Tapajós. O branco é símbolo universal da Paz;
4. O círculo amarelo representa o esplendor, a riqueza, o desejo daqueles que na ambição da conquista de melhores dias fizeram nascer Belterra.

Por Miriam de Sousa

Censo em Belterra

Em Belterra, a coleta de dados do censo populacional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) já foi encerrada.
A população recenseada alcançou a marca de 16.313 habitantes, 29% a mais do que o previsto.

Fonte: Blog do Jeso

Por aí

Mônica Belterra - 2010

Plantações Ford de Belterra

Por Míriam de Sousa

Após as viagens de exploração através do rio Tapajós, uma planície coberta de densa floresta despertou o interesse da Companhia para dar continuidade ao Projeto Ford.

Em 1934, iniciou-se a derrubada de milhas de estradas no meio da selva. Foram feitos testes de solo, medições e limitações do local exato da propriedade.Aproximadamente 2.600 acres de floresta foram derrubados e queimados até o final do ano, e suas plantações foram divididas em 8 blocos de 40 acres cada.

Em fevereiro do mesmo ano, chegou um valoroso carregamento com mudas de hevea brasiliensis clonadas, embaladas em serragem esterelizada, vindos de Singapura. Um tempo depois, o Comitê Internacional de Borracha proibiu a exportação de material plantado. Enquanto isso, as mudas, adquiridas antes dessa proibição, estavam se desenvolvendo com sucesso nos viveiros, por volta de 1937. Anos depois, as mudas clonadas e enxertadas somavam mais de 2.000.000 em Belterra.

A seleção de clones e enxerto para a reprodução era de grande importância. As pesquisas eram constantes nas plantações devido as doenças e pestes que afetavam as árvores. Ataques de lagartas nas plantas jovens eram frequentes, porém, a pior das pestes eram as saúvas que cortavam as folhas das seringueiras, matando-as.
As doenças apareciam aos poucos, havia até o "inseto do laço" que se alimentava do suco das folhas, além das doenças de raízes. No entanto, o que causou mais prejuízo e ocasionou a desistência do projeto, foi a doença conhecida como "mal das folhas", um tipo de fungo que ataca a folhagem recente durante a época chuvosa, fazendo-as secar e cair. Isso retardava o desenvolvimento das seringueiras causando sua morte.


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Prefeitura lança edital para monitores nos telecentros de Belterra

A Prefeitura municipal de Belterra, através da Secretaria de educação, cultura e desporto lançou nesta terça, 19, edital para a seleção de 04 (quatro) de monitores bolsistas que atuarão no Telecentro da comunidade de Maguari e no Telecentro do Distrito Sede de Belterra.

Os interessados devem se inscrever nos referidos Telecentros(abaixo) no período de 20 de outubro à 15 de novembro de 2010. Os requisitos básicos são: ter idade entre 16 e 29 anos, ter concluido ou estar cursando o ensino médio, morar na área de abrangência do Telecentro e possuir curso de informática.

O monitor será a pessoa responsável pelo atendimento ao público no espaço do Telecentro, auxiliando e propondo processos que permitam aos freqüentadores fazer uso das tecnologias da informação e comunicação disponíveis de maneira articulada ao desenvolvimento da comunidade.
Ao receber a bolsa, o monitor além de atuar no espaço do Telecentros participará do Curso de Formação de Monitores do Telecentro, oferecido pela Rede Nacional de Formação para Inclusão Digital.

A iniciativa faz parte do Programa Telecentros.BR em parceria com o Ministério da Justiça/Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – PRONASCI.

Mais informações:
Locais: Telecentro Comunitário de Maguari-Rio Tapajós
Telecentro de Inclusão Digital de Belterra- Estrada 4 s/n Cercado da Seminf

domingo, 17 de outubro de 2010

Voto 13: Ana Júlia e Dilma Rouseff

" Esta companheira, esta guerreira, só tem 3 anos e meio de mandato e, portanto, eles não podem culpá-la pelas coisas que não foram feitas. Eles têm que mostrar, na verdade, é que ela, em 4 anos, tenha feito mais do que eles em 12 anos.
Lula - 19/10/10

sábado, 16 de outubro de 2010

Brasão de Belterra

Autoria: Mirasselva Rodrigues de Sousa


Simbolismo

1. O Escudo Samnítico usado para representar o Brasão d'Armas de Belterra foi o primeiro estilo introduzido em Belterra, tendo sua autora se inspirado no distintivo de identificação da Companhia Ford Industrial do Brasil. Esse estilo foi o primeiro também introduzido no Brasil, herdado pela heráldica brasileira como evocativo da raça colonizadora da nossa nacionalidade;

2. O sol nascente em amarelo, que se sobrepõe, é o símbolo universal da vida, e a cor representa a riqueza da região;

3. A faixa esvoaçada em vermelho com a palavra "Belterra" ladeada pelos milésimos "1934" e "1995" em letras e números prateados, representa a liberdade, com as datas da fundação e emancipação política;

4. O triângulo branco representa a própria cidade e a seringueira colocada sobre ele em cores naturais representa a origem, a fundação de Belterra. O receptáculo para a colheita do látex que guarnece a seringueira, representa os desbravadores seringueiros que ajudaram a construir Belterra. A pomba branca colocada como adorno à frente da seringueira representa a Paz reinante na cidade;

5. O polígono à destra, em campo azul, representa o rio Tapajós e o céu da região. A cor azul é o símbolo de justiça, nobreza, perseverança, zelo, lealdade, recreação e formosura. O distintivo prata, em cima, com a palavra "Ford" em preto e a sigla "CFIB" (Companhia Ford Industrial do Brasil), também em preto, representam o fundador de Belterra;

6. O metal prata é o símbolo heráldico de paz, amizade, trabalho, pureza e religiosidade.

7. O polígono à sinistra, em campo verde, representa a floresta, a região amazônica, e a faixa que se sobrepõe representa as estradas que os seringueiros buscaram para alcançar o progresso. Representa, também, o caminho que os belterrenses tem a percorrer em busca de melhores dias;

8. A cor verde é o símbolo da natureza, da esperança, da grandeza e da fartura;

9. Os ornamentos exteriores, as palmeiras imperiais colocadas tanto à destra quanto à sinistra do Escudo, representam o prédio onde fora instalada a primeira Sede do Executivo Municipal (Prefeitura);

10. No listel vermelho, cor simbólica da dedicação, amor pela Pátria, fertilidade, audácia, intrepidez, coragem e valentia, contém toda a esperança do povo de Belterra através da frase em letras prateadas "LIVRE PARA O PROGRESSO".

Informações do Blog Conhecendo Belterra, editado por Míriam de Sousa. Belterrense, formada em letras, amante da arte, da cultura e do meio ambiente.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Pense antes de falar - Por Elias Rodrigues

Versículo chave:
A mente do homem sábio controla a sua boca, e assim os seus lábios promovem a instrução. Pv 16.23

Mensagem:

O maior erro do ser humano é começar a falar as coisas sem pensar no peso de suas palavras e no efeito que ela tem ao chegar nos ouvidos e no coração da outra pessoa.
A palavra dita em um momento inoportuno machuca, fere, cria inimizades e separações.
Mas tudo isto seria evitado simplesmente pelo fato de pensar, e pensar bem antes de soltar alguma palavra.
Assim trazemos equilíbrio a nós mesmos e não corremos o risco de nos arrepender de uma palavra que não pode mais voltar.

Em nosso dia a dia também precisamos tomar conta de nossos pensamentos pois aquilo que corre em nossa mente facilmente tropeça em nossa língua e assim pecamos contra Deus e contra as pessoas.

Podemos dar a Deus uma porta aberta para agir através de nossa boca, ou podemos dar a Satanás um lugar para agir através das palavras erradas.

Então, se aquilo que vai dizer não traz edificação a ninguém, prefira ficar calado.

Que Deus lhe abençoe muitíssimo.

Acesse www.eliasrodrigues.com.br

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Moradores da FLONA Tapajós conquistam concessão real de uso das terras

Os moradores da Floresta Nacional do Tapajós(FLONA), em Belterrra, vivenciaram um dia histórico no último sábado, 09 de outubro.
É que foi apresentado para as comunidades num grande evento que ocorreu em Piquiatuba o Contrato de Concessão de Direito Real de Uso da Floresta Nacional do Tapajós assinado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Federação das Organizações e Comunidades Tradicionais da Floresta Nacional do Tapajós.
Após anos de luta, eles finalmente conseguiram o reconhecimento do Governo Federal para sua área de morada, garantindo a permanência das comunidades tradicionais no interior da unidade.
Um dos moradores mais empolgados no evento era Dico Tapajós. Ele é militante das causas comunitárias desde jovem e através de suas músicas expressa a preocupação com o uso sustentável dos recuros da floresta e com o futuro de seu povo.
Para comemorar a grande conquista ele compôs uma música. Confira:

CONCESSÃO REAL

Eu vou contar um pouquinho
Da história pra quem não ouviu
De um povo que há muitos anos
Vive na beira de um rio
Sempre viveu trabalhando
Mas derrepente surgiu
A criação de um decreto
Que quase os engoliu
Essa história se reflete
A tantas outras no Brasil

Até em 73
Que grande tranquilidade
Pois este povo sonhava
E abraçava a liberdade
Porém pra sua surpresa
E pra tentar calar sua voz
Foi criada a Floresta Nacional do Tapajós
Esse bendito decreto
Que o presidente assinou
Considerava a floresta
Mas o homem nao senhor!
E quem fez esta armadilha
Pra tentar arrancar as famílias
O caboclo nao deixou!

De 74 pra cá
Foi que começou a guerra
Quando veio o IBDF
Querendo ficar na terra
Proibindo o caboclo
De fazer o seu roçado
Deixando este povo
Cada vez mais humilhado
Este povo ribeirinho
Lutou com organização
E toda comunidade
Tem sua associação
E com a natureza viva
Temos a cooperativa
E nossa Federação

A vitória a gente sabe
Ela tarda mas não falha
Sabemos que a terra é
De quem vive e nela trabalha
Parabéns à todo povo
Pela concessão real
Uma vitória alcançada
No Congresso Nacional
Mas a luta continua
E ninguém vai ficar parado
Melhor mesmo é quando for
Por tempo indeterminado

Da Amazônia somos filhos
Dos primeiros descendentes
Por isso todos unidos
Para formarmos a corrente
Mulheres, jovens e homens
Pra lutar com confiança
Para defender a terra
O tesouro da criança

Num post adiante farei uma abordagem de todo o processo vivido na FLONA.

FLONA Tapajós recebe Maratona de Selva

A Floresta Nacional do Tapajós, município de Belterra, está recebendo a Jungle Marathon ou Maratona na Selva 2010 que começou no dia 07 e com encerramento previsto para 16 de outubro na Vila de Alter-do-Chão em Santarém.

A maratona é uma competição de auto-suficiência, onde os participantes têm que trazer sua própria alimentação e equipamentos de sobrevivência.

Centena de participantes de diversos países tentam cumprir o percurso de 200 km na floresta que é considerada uma das mais belas unidades de conservação brasileira pelas suas comunidades, biodiversidade e beleza cênica em quase 600.000 hectares de reserva cercada por floresta densa e as águas do Rio Tapajós, um dos mais bonitos e menos poluídos do mundo.

A maratona foi divida em seis etapas com postos de inspeção distribuídos a cada 6 km, onde os atletas são monitorados por equipes médicas e reabastecidos com água. Neste momento os marotonistas percorrem a etapa mais longa que possui 90 km e será percorrida durante toda a noite.

Ao final de cada etapa, os participantes são divididos em acampamentos construídos pelos comunitários com apoio do Exército e Corpo de Bombeiros.

Enquanto para uns é um momento de descanso, para outros é hora de se conectar na web e alimentar seus blogs e entrar em contato com os seus familiares e difundir os últimos acontecimentos para todo o mundo.

Os competidores enfrentaram temperaturas que podem chegar a 40º C durante o dia e 24º C à noite.

Não é necessário ter experiência com a floresta para participar da maratona, mas é fundamental estar em boa forma e estar determinado. Um corpo em forma é necessário para percorrê-la, entretanto uma mente forte é fundamental para concluí-la.

Favorito
Raimundo Fredson, de Belterra, é o favorito para ocupar o principal lugar no pódio entre os corredores brasileiros. Ele já venceu a prova em 2008 e ficou em ótima posição na edição de 2009.
Segundo fontes do blog, ele está bem colocado nas etapas da competição deste ano.

Com informações do NoTapajós

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Aulas de Radiojornalismo do IESPES

O professor Ednaldo Rodrigues da disciplina de radiojornalismo 1 nos levou à experimentação de programas de rádio no laboratório de jornalismo do IESPES. Tínhamos como missão produzir diversos tipos de programas para exibidos na rádio universitária. Como resultado tivemos documentário, programa de entretenimento, mesa redonda, programa de entrevista e noticiário.
Algumas fotinhos das gravaçõesProfessor Ednaldo acompanhando tudo
Andriene Raiane e Concy Mota gravando um documentário sobre a história do rádio em STM
Mônica e João Machado apresentando um noticiário
O sonoplasta da Rural, Nonato Nascimento foi quem nos ajudou com o áudio
Mônica, prof. Ednaldo e João Machado

Documentário Fordlândia é exibido em Belterra

Emocionante é pouco para descrever a sensação de assistir o documentário Fordlândia do cineasta Marinho Andrade(foto). A exibição ocorreu no sábado, dia 09, no Auditório da Coplan aqui em Belterra.
O filme retrata a presença da Companhia Ford na Amazônia especialmente em Fordlândia, vila do município de Aveiro. Mostra a aventura frustrada de Henry Ford em transformar uma região às margens do Rio Tapajós, no Pará, em uma grande produtora de borracha. O filme traz uma série de depoimentos gravados em mais de cinco anos de pesquisas entre cidades brasileiras e norte americanas.

Pode ser que o fato de estar envolvida com a pesquisa da história de Fordlândia e Belterra tenha influenciado na minha emoção.
Depois da exibição foi aberto espaço para discussões sobre o documentário. Marinho chegou a chorar, assim como eu, e mostrou interesse em pesquisar Belterra e talvez produzir uma película sobre a nossa história.
A blogueira tirou uma fotinho com o cineasta.

Santarém receberá V Fórum Social Pan-Amazônico

V Fórum Social Pan-amazônico

Construindo a Amazônia de todos os povos!

25 a 29 de Novembro de 2010
Santarém/Pará/Pan-amazônia/Brasil


Inscrições Abertas

O Comitê Organizador do V Fórum Social Pan-Amazônico – FSPA comunica que estão abertas as inscrições individuais, de grupos/organizações/entidades e para atividades que serão realizadas durante o evento. Além disso, estão disponíveis as fichas para cadastro de imprensa livre e imprensa comercial interessados em fazer a cobertura do Fórum.

As inscrições estão sendo realizadas apenas pela internet, através do site www.forumsocialpanamazonico.org. O interessado em se inscrever deve preencher a ficha de pré-inscrição disponível no site e, após receber a confirmação dos dados e as fichas para preenchimento no email indicado na pré-inscrição, deve preencher a ficha de seu interesse (inscrição individual, de organização, atividades ou cadastro de imprensa) e reenviá-la para a coordenação do evento para que possa então receber o seu boleto, efetuar o pagamento da taxa correspondente e efetivar a sua inscrição.

As taxas de inscrição obedecerão aos seguintes valores:

  • Inscrição individual (participante não associado a nenhuma organização de movimento social) – R$ 20,00 (vinte reais);
  • Inscrição de Grupos/Organizações/Entidades – R$ 50,00 (cinqüenta reais) com direito a dois delegados que representarão a entidade inscrita. Caso a organização queira trazer uma caravana de associados, pagará R$ 10,00 (dez reais) por cada participante a mais;
  • Atividades auto-gestionadas (propostas pelas organizações e sob responsabilidade das mesmas) – R$ 100,00 (cem reais);
  • A participação de imprensa livre e comercial é isenta de taxas. O cadastro é realizado somente em caráter organizativo.

As inscrições de indivíduos e grupos interessados em apresentar atividades culturais serão realizadas por um grupo de trabalho específico dentro da organização do V FSPA e devem estar disponíveis em breve.

Mais informações:

www.forumsocialpanamazonico.org

Escritório do Pan: Trav Agripina de Matos, nº 203, Bairro Laguinho/ Fone: (93) 3522-6852

e-mail: contato@forumsocialpanamazonico.org

Secretaria Executiva do FSPA: Valéria Bentes – (93) 9195-3465

Grupo de Trabalho de Metodologia do FSPA: Mel Mendes – (93) 9123-4175

Assessoria de comunicação do FSPA: Val Araújo – (93)9134-8336

Maria sorriso

Por aí!

MOJOB quer criar grupo de teatro em Belterra

A onda do teatro está chegando em Belterra é o que afirma o presidente do Movimento Jovem de Belterra(MOJOB), Willames de Sousa. O caminho está traçado e nos próximos dias ocorrerão as primeiras oficinas de teatro com a juventude de Belterra.
A ideia começou no início do ano quando foram planejadas as atividades do grupo de jovens. Ganhou impulso com a visita do curador Expedito Araújo do Teatro Vivo em Belterra. Ele estava divulgando o 1º Seminário A sociedade em rede e o teatro e soube da vontade das pessoas do MOJOB em criar o grupo de teatro. Logo convidou um representante para participar do seminário que ocorrerá uma vez por mês até dezembro deste ano.
Aproveitando o ensejo da proposta da "sociedade em rede" o objetivo é que as atividades de teatro em Belterra seja em conjunto com as do já existente grupo de teatro de Suruacá e Capixauã, comunidades ribeirinhas de Santarém.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Sem tempo

Peço mil desculpas pela falta de atualização neste blog.
Garanto voltar, assim que terminarem as atividades do V Encontro Butantan Amazônia aqui em Belterra.
Tenho muita coisa pra contar: Criação do Grupo de Teatro, novidades das eleições 2010, rodas de história no Centro de memória e outras coisitas mais.
Enquanto isso, siga-me no twitter: @monicabelterra
Bjos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Butantan traz sessão gratuita de cinema para Belterra

O Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e Prefeitura de Belterra exibem gratuitamente na Coordenadoria de Planejamento(COPLAN), em Belterra, os documentários “Fordlândia” e “No Rio Amazônas”. As sessões acontecem no próximo sábado (9) e no domingo (10) a partir das 18h. As exibições fazem parte do da quinta edição do Encontro Butantan Amazônia, que acontece até o dia 15 de outubro nas cidades de Santarém e Belterra.

No dia 9 de outubro, haverá uma sessão do documentário “Fordlândia”, que tem como intuito mostrar um pouco mais da região onde o Instituto Butantan desenvolve o projeto Butantan Amazônia. O documentário retrata a aventura frustrada de Henry Ford em transformar uma região às margens do Rio Tapajós,no Pará, em uma grande produtora de borracha. O filme mostra o local após 65 anos e traz uma série de depoimentos gravados em mais de cinco anos de pesquisas entre cidades brasileiras e norte americanas.

No domingo, 10, será exibido “No Rio das Amazonas”, de Ricardo Dias. O documentário leva o público a uma viagem na Amazônia, de Belém a Manaus. Quem será o guia, mostrando as particularidades da região, com ênfase no modo de vida das populações ribeirinhas do baixo Amazonas, é o naturalista Paulo Vanzolini.

No final de cada sessão haverá um debate com os cineastas Marinho de Andrade (Fordlândia) e Ricardo Dias (No Rio das Amazonas).


Serviço:

Data: 9/10 - Documentário: Fordlândia

Local: Coplan (Belterra)

Horário: 18h

Entrada: franca

Data: 10/10 - Documentário: No Rio das Amazonas

Local: Coplan (Belterra)

Horário: 18h

Entrada: franca