terça-feira, 15 de junho de 2010

Novidades do Centro de Memória de Belterra

Como já é do conhecimento de muitos leitores do blog, atualmente estou coordenando o Centro de Memória de Belterra. Um lugar lindo que funciona na antiga Casa dos Médicos, em meio ao Bosque das Seringueiras aqui em Belterra. Estou formulando um folder com algumas informações do CMB e em primeira mão divulgo pra vocês e já os convido para vir visitar nosso Centro de Memória.

O que é um Centro de Memória?
Os Centros de Memória ou documentação surgiram no Brasil no século XX, especialmente a partir dos anos 50. Foram criados em universidades, indústrias, órgãos públicos, sindicatos, entre outros locais e reúnem o acervo a partir de uma linha temática. São instituições voltadas para a geração de informações e para organização de fontes para pesquisa.
Em 01 de maio de 2010, a Prefeitura Municipal de Belterra em parceria com o Instituto Butantan e a Oscip Ama Brasil inauguraram o Centro de Memória de Belterra, que tem por objetivo incentivar e divulgar pesquisas sobre a história do Município de Belterra, por meio de projetos e ações educativas destinados à valorização do patrimônio e da memória local. Para isso será de responsabilidade do Centro de Memória recolher, catalogar, preservar e disponibilizar acervos históricos adquiridos para consulta pública total e irrestrita, bem como contatar instituições afins e localizar acervos de interesse.
Fonte de pesquisa para a história do município, o acervo será composto por:
- Documentos em papel (arquivo e biblioteca histórica original), objetos tridimensionais originais, iconografia (slide, papel e reproduções), audiovisual (reproduções) todos relacionados à história do Município de Belterra. Exemplo: Jornais e recortes, revistas, fotografias, fitas cassetes e de vídeo, publicações específicas sobre a cidade, além de uma pequena biblioteca de livros raros que datam da década de 30 à 50.
Com sala para consulta, localiza-se no Centro, na Vila Americana, nº 108, no Bosque das Seringueiras, atrás do prédio da Prefeitura Municipal.

Acervo
O Centro de Memória de Belterra iniciou suas atividades com o recolhimento de documentos textuais do Hospital Henry Ford que estavam guardados na Unidade Mista de Saúde de Belterra, de objetos que estavam nas dependências do antigo hospital, além de outros recolhidos em edificações abandonadas.
Antes da criação do Centro de Memória a documentação era consultada em diferentes locais: Secretarias da Cultura, Turismo, Saúde, SEMINF e nas casas dos próprios moradores de Belterra. Estes locais não ofereciam condições para consulta ou guarda apropriada do acervo. A parceria com o Instituto Butantan resultou na criação de acervos de História Oral e recolhimento de outros, como textos, imagens, recortes de jornais e filmes adquiridos junto aos outros parceiros como o Projeto Saúde e Alegria e Instituto Boanerges Sena, em Santarém.

Consulta ao Acervo
A maior parte dos documentos sob nossa guarda encontra-se aberto à consulta, no entanto não é permitido o empréstimo.
Alguns documentos podem ser reproduzidos mediante a assinatura por parte do consulente do Termo de Uso de Acervo, através do qual o pesquisador se compromete a citar o Centro de Memória de Belterra como referência a fontes que forem copiadas.
Pesquisas com acompanhamento técnico devem ser marcadas com atendimento pelo telefone.

Horário de Funcionamento para o público:
Terça a sexta-feira
08:00 às 12:00 e das 13:00 às 17:00 horas
Fechados todas as segundas feiras – horário destinado à higienização, catalogação e visitas externas.
Endereço: Vila Americana, nº 108, Bosque das Seringueiras, Bairro Centro
CEP: 68:143-000 Belterra – Pará
Telefone: (93) 91920588 ou (93) 91565367

Ação Educativa

O Centro de Memória de Belterra visa tornar-se além de um local de pesquisa, mas também de debate, reflexão e de incentivo à prática cidadã na área de preservação da história do município. Dessa forma, realizará projetos, exposições, palestras e oficinas em escolas, para professores, grupos da maior idade, entre outros, com o objetivo de difundir o seu acervo e atingir a comunidade belterrense.

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