sábado, 30 de janeiro de 2010

Deixando a #cpartybr

Mônica Belterra e o Pinguim do Linux no estande da Linux Magazine durante a Campus Party 2010 em São Paulo no mês de janeiro.

Avatar em 3D

O enredo não é dos melhores, mas os efeitos são de impressionar. Esta é minha percepção do filme Avatar que assisti na tarde de ontem no Cinemark do shopping Eldorado aqui em São Paulo. Para completar a felicidade de ir num cinema da capital, tive o prazer de assistir o filme em três dimensões, conhecido popularmente como 3D. Coloquei um óculos fornecido na portaria e pude acompanhar as quase 3 horas do filme do diretor americano James Cameron como se estivesse vivendo as cenas. Como já mencionei acima, o enredo é uma história básica de cinema americano, no qual há possibilidade de invasão de determinado território, lá pelo meio um mocinho conhece uma mocinha e se apaixonam, torna-se um amor impossível, ocorrem lutas, o mal vence até certa parte e no final eles são felizes para sempre.
Comparando a história do filme, no que diz respeito a invasão, considerei importante a relação que posso fazer entre o longa e a destruição da floresta amazônica, a busca por minério, o desrespeito com a cultura tradicional entre outros fatores que vemos acontecer diariamente e que são reais. Temos um grupo no Facebook que se chama Avatar Amazônia, entre lá!
Gostei de assistir!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

PRIMEIRA TURMA DE JORNALISMO DO INTERIOR DO PARÁ

Será hoje, às 19h, no Barrudada Hotel a outorga de grau de 21 bacharéis em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo. A turma é a primeira a ser formada por uma instituição do interior da Amazônia, sem ligações com nenhuma das principais capitais da região.

Ontem (27) ocorreu o culto ecumênico no auditório do Instituto Esperança de Ensino Superior - Iespes. A programação é concluída no próximo dia 5 de fevereiro com o baile de formatura no Iate Clube de Santarém.

O curso que está entre os melhores da região Norte do Brasil, segundo a Revista Imprensa, iniciou no primeiro semestre de 2006 com uma turma composta por 62 calouros.

O primeiro coordenador da turma foi o jornalista Manuel Dutra, que representará o Nome da Turma. Atualmente o curso está sob a coordenação do professor Milton Mauer, que também é jornalista de formação e será o Paraninfo dos formandos.

Como patrono dos formandos foi escolhido o jornalista Lúcio Flávio Pinto, uma homenagem merecida por seu trabalho com o periódico intitulado "Jornal Pessoal".

Durante o curso a turma realizou inúmeros experimentos, e, dentre eles, é destaque o jornal experimental denominado “CidadeMídia” que foi campeão em primeiro lugar na categoria jornal impresso durante o congresso da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom Norte 2008, evento que mobiliza a participação de estudantes e pesquisadores em comunicação de toda a região norte do Brasil.
Texto: Júlio César Antunes

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Campus Party 2010 - Imagens Aereas

Estou desde segunda-feira, 25, participando da Campus Party 2010 aqui em São Paulo. É um evento de grande proporção que reúne mais de 6 mim pessoas que se juntam para falar de tencologia, testar tecnologia e pensar estratégias de combate ao analfabetismo digital.
Tenho participado de várias atividades e comparo a Campus Party a uma grande lanhouse. É uma experiência muito legal.

Polyana Ferrari na Campus Party 2010

Tive uma surpresa legal ao chegar em uma das conversações da Rede Vivo aqui na Campus Party em São Paulo. Uma das participantes da mesa, era a Professora-Doutora Polyana Ferrari. Eu já tinha lido o livro dela, Jornalismo Digital quando fazia a faculdade de jornalismo no IESPES e comentei com ela sobre isso. Ela ficou muito encantada e depois veio outra surpresa, ela propôs um intercâmbio entre nossos jovens repórteres da Rede Mocoronga com os alunos de jornalismo da PUC aqui de São Paulo.

Publico aqui um texto que ela publicou no site Jornalistas da Web:

3G na Amazônia

Redes, colaboração e muita plataforma de desenvolvimento invadem o estande da Vivo na #cpartybr (Campus Party Brasil). Aplicativos serão disponibilizados para 51 milhões de clientes Vivo no Brasil. A empresa, que adota uma postura horizontal de compartilhamento de conhecimento e tecnologia, apoia o projeto Belterra: como ir muito além da conexão 3G nas comunidades ribeirinhas da Amazônia.

Desde novembro de 2009, a Vivo está fazendo acontecer a comunicação da Rede Mocoronga. O atual projeto integra 20 mil pessoas que vivem da pesca, agricultura de subsistência e extrativismo. "Sem conexão não conseguíamos dar voz a nossa causa e problemas", diz Monica de Almeida, coordenadora da Rede de Telecentros de Inclusão Digital e líder dos movimentos da juventude de Belterra.

Estudante de Jornalismo em Santarém, Monica parou de ir para a universidade pela distância, mas pretende voltar quando chegar uma nova instituição no local. Leitora do livro "Jornalismo Digital", de minha autoria, Monica recentemente migrou do Blogspot para o Wordpress e está feliz com a força da nova plataforma. "A Web viabiliza e potencializa a nossa voz".

Foi um prazer conhecer essa jornalista cidadã na #cpartybr

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ádria - Rainha da Manga 2010

Ádria Lira, 16 anos, estudante de pedagogia na Ulbra, filha de Waldemir e Somara LIra, repesentante do Movimento Jovem de Belterra no II Festival da Manga que ocorreu no fim de semana na Vila 129.
Desfile que contagiou os jurados
A Rainha, uma das organizadoras do evento, Patricia - Princesa da Manga e a Rainha da Manga de 2009, Crislane.

Convite para a Campus Party 2010

São Paulo, 19 de janeiro de 2010.



À

PREFEITURA MUNICIPAL DE BELTERRA


Prezados Senhores,



O Instituto Vivo vem por meio desta, convidar a Srta. Monica de Almeida para participar de 25/01 a 31/01 na cidade de São Paulo do evento internacional Campus Party. O evento reúne algumas das maiores autoridades mundial da área de tecnologia.



Consideramos esta participação de suma importância para a comunidade de Belterra, uma vez que Monica poderá articular uma série de contatos para os projetos de inclusão digital, bem como, apresentará a experiência desenvolvida na região amazônica.



Agradecemos a atenção e colocamo-nos à disposição para qualquer esclarecimento que se fizer necessário.



Atenciosamente,



Luís Fernando

INSTITUTO VIVO

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Meu Irmão - DVD Tua Visão - Ana Paula, Mariana & Felippe Valadão - Diante do Trono 12


Uma benção.

Novidades

Manga

Nem chegou o inverno por completo e uma chuva de mangas já está caindo pela cidade. Na semana passada a Vila 129 fez um grande Festival pra comemorar esta abundância, com direito à Rainha da Manga, festa dançante e um cardápio variado feitos com a polpa da fruta.


Carnaval

O bloco de carnaval Amigos da Onça farão o I Baile de Carnaval de Belterra no próximo mês. Na ocasião serão apresentados os abdás do bloco para este ano. Aboradando a Copa do Mundo de 2010 o bloco promete levar mais uma vez o prêmio de melhor bloco de Carnaval.

Carnaval II

Um novo bloco deverá estrear este ano no Belterra Folia. Trata-se do bloco "O Seringueiro" encabeçado na sua maioria por integrantes da Equipe Os Piratas.


Acidente

Quatro jovens estão internados em estado grave em hospitais de Santarém. Eles sofreram um acidente na noite do dia 16/01 quando retornavam da Festa da Manga na Vila 129. Dois jovens estavam em uma moto, Diego e Izailton, e se chocaram com uma bicicleta na qual também estavam dois Jovens, Emerson e outro de nome desconhecido.


Férias

Muita gente está na terrinha passando férias. Alguns estudam fora, outros trabalham fora e alguns vieram conhecer a Bela Terra na companhia de amigos.


IFPA

O IFPA - Instituto Federal do Pará abriu vagas para diversos cursos em Santarém. Desde ontem, diversos jovens estão se inscrevendo para tentar o processo seletivo. Mas, alguns jovens ainda estudam em Castanhal e estão em Belterra para a conclusão de seus estágios.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

PT: 30 anos

Quadrilha (Carlos Drummond de Andrade)

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava
Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos,
Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre,
Maria ficou pra tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Tim chegará à Belterra

Depois da Vivo, a Tim logo logo iniciará sua atividades aqui pela Bela Terra. A torre será construída na Vila Timbó e a previsão é que isto ocorra até o mês de março deste ano.

Fim de ano

Meu reveillon foi na casa dos meus avós. Revi meus parentes, conheci nov@s prim@s, tomei banho e dormir muito também. Mal brindamos o novo ano e eu já estava toda enrolada na minha rede, fechando os olhos de tanto sono. Tive a oportunidade de ir no nosso terreno, onde morei até os 10 anos, e fiquei triste ao ver nossa casa apodrecendo e o mato tomando conta das plantas.
Meus sobrinhos: Fernando e Letícia, minhas primas Deuziane e Miriam euzinha. Banho no igarapé do Vermelho.
Com todos os meus sobrinhos às margens do Rio Moju. Fê, Angel, Lê, Ilan, Tó, eu, Tiago. Faltou o Denilson, meu sobrinho mais novinho que tinha ficado dormindo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Os venenos da floresta

© Instituto Butantan/Giuseppe Puorto
Crianças da Amazônia: em uma praia do Tapajós

Os paulistas estão sendo bem recebidos. “O conhecimento do Butantan vem com o intuito de empoderar [fortalecer] as pessoas”, afirmou Geraldo Pastana de Oliveira, prefeito de Belterra, município de 12 mil habitantes a 48 km de Santarém, a cidade mais próxima, de quase 300 mil moradores. O porte de cada cidade não é o único contraste. Santarém move-se continuamente em torno do porto, um dos principais do Norte, e do calçadão à beira de um rio a perder de vista, o Tapajós, cujas águas azul-esverdeadas se misturam ali com as águas barrentas do Amazonas. Belterra é menos explícita. Quem chega no início da tarde tem a impressão de que encontrou uma cidade abandonada, com casas de madeira que lembram filmes do início do século passado. Não há ninguém à vista. Óbvio: todos dormem para fugir do calor intenso, úmido, amazônico.

Agora sai pouca poeira das ruas principais, longas e retas, asfaltadas há poucos anos, ainda margeadas por hidrantes, outro sinal da peculiar história desta cidade. Belterra foi uma das cidades criadas no século passado pelo empresário norte-americano Henry Ford para produzir borracha natural, a partir da seringueira (ver Pesquisa Fapesp nº158, de abril de 2009). A outra foi Fordlândia, a 130 quilômetros de distância, cujas plantações com quase 2 milhões de seringueiras logo ruíram por causa de uma inesperada doença. Os 3,2 milhões de seringueiras de Belterra se deram melhor, cresceram em solo mais fértil e sobreviveram à praga. Durante décadas a cidade produziu muita borracha, em uma rotina interrompida às vezes por incêndios – daí os hidrantes por toda parte.

Chardival Moura Pantoja nasceu em Belterra há 70 anos, cresceu nas “creches de Henry Ford”, como ele diz, estudou nas escolas construídas por Henry Ford e trabalhou nas plantações de seringueira e na produção de borracha natural. Ele viveu os tempos de prosperidade, quando os moradores mais ricos iam ao campo de golfe e os mais simples ao cinema. Logo depois da Segunda Guerra Mundial começou a derrocada, causada pela emergência da borracha sintética, mais barata que a natural, e pelo abandono dos seringais. O hospital da cidade, que antes atendia toda a região, pegou fogo e jamais se recuperou inteiramente.

Outro olhar - Pantoja foi funcionário público federal no final dos anos 1970, durante os tempos mais difíceis. Saiu e viveu alguns anos em outros estados. Preferiu voltar e durante 10 anos liderou a batalha pela emancipação do município, conseguida em 1997. “Não queríamos ficar subordinados a Santarém”, argumenta. Agora ele e os outros moradores, que no final da tarde se sentam para conversar nos bancos em frente às casas, acompanham com satisfação os movimentos da equipe do Butantan, aparentemente ávidos por participar de outra aventura grandiosa. “Desde o início [os pesquisadores do Butantan] me procuraram e tiveram a consideração de me colocar a par do que estão fazendo”, relatou Pantoja. “Estão procurando se integrar na sociedade e ajudar a resolver nossos problemas.” O Butantan deve instalar em Belterra – em um terreno de 64 hectares ainda completamente tomado por mata – sua base avançada de pesquisas na Amazônia. “Meu sonho é ter ali também um laboratório de ciências para atender os estudantes e os professores da rede fundamental de ensino”, diz Mercadante. “É perfeitamente viável.”

Uma equipe multidisciplinar que inclui a médica Fan Hui Wen reconstrói a história da saúde em Belterra. Em colaboração com Maria Amélia Mascarenhas Dantes, da Universidade de São Paulo (USP), o grupo tem gravado e filmado longas conversas com pessoas como Pantoja, que ajudaram a construir a cidade. Moradores como Edineusa Medeiros Alves, dona de uma farmácia, também conhecida como Neusa, e Arlison José Santos Reis, o Lica, dono de uma hospedaria, chamam Hui de doutora, como se doutora fosse um sinônimo mais simples de seu nome. Ela trata a todos respeitosamente, como se eles é que fossem doutores e donos de vasto currículo acadêmico. O que realmente importa é passar pelo olhar de raio X dos moradores, aceitar os silêncios das conversas e mostrar capacidade para ouvir. “Alguns animais que são perigosos para nós não são para eles. A jiboia, dizem, normalmente não é venenosa; por alguma razão, dizem, só é venenosa em agosto”, diz Hui. “Temos de ter outro olhar.”

Por ali, para tratar picadas de arraia, os moradores jogam água quente ou baforadas de fumo. “Faz sentido”, atesta Francisco Siqueira França, médico do Butantan, “porque o veneno é sensível a temperatura alta”. A maioria dos pa­raenses toma remédios caseiros, à base de plantas, para evitar ou tratar mordidas de cobra. Magnólio, que costuma visitar as vilas ribeirinhas nos barcos do Projeto Saúde e Alegria, conta que já listou cerca de 200 remédios caseiros. Um deles, chamado Pau-X, é especial. Ana Moura verificou que esse chá de raízes inibe as hemorraginas, enzimas do veneno de serpentes que causam hemorragia, e esses inibidores poderiam ter outras aplicações médicas. O problema é que a formulação do Pau--X é sigilosa e passa por uma tradição religiosa mantida por pajés da região. “Quem sou eu, uma bioquímica, diante de um pajé?”, questiona-se, diante de um impasse ainda sem saída.

O evangelho é a verdade | Pastor Sérgio Fernandes