quarta-feira, 17 de junho de 2009

Eleições 2008: Estrevista de Mônica 13.121 para o blog Juventude em Pauta

Até que enfim publico a entrevista que concedi para o Blog Juventude em pauta. Na época estava disputando uma vaga na Câmara Municipal de Belterra. O resultado da eleição não foi tão bom em números, mas riquíssimo em conhecimento. Aprendi a lidar melhor com as pessoas, entender um pouco do mundo político e compreender as tensões de ser candidato, subir no palanque e sair às ruas pedindo apoio. Foi uma experiência de vida mesmo.
Confira a entrevista:

"Ser vereadora é levar mais adiante as reivindicações feitas no movimento social. É ser a voz da juventude dentro de uma das instâncias de poder"


Mônica de Almeida (PT) mora em Belterra, no Baixo Amazonas. Ela tem 19 anos e já desenvolveu várias atividades no seu município: foi comunicadora de rádio, presidente de associação de bairro, monitora e cordenadora do Telecentro de inclusão digital de Belterra - Casa Brasil. Participou também das atividades do Fórum da Juventude local e foi uma articuladora para a criação do Coletivo da Juventude no início deste ano, participando de conferências na região, na capital e em outros lugares representando os jovens de Belterra. Articulou a criação da comissão municipal da JPT. Mônica integra a Rede Mocoronga do Projeto Saúde e Alegria, rede de jovens, através da qual representou Belterra nos meses de abril e maio deste ano, num intercâmbio na Suécia-Europa, onde fez o curso de vídeo participativo. Hoje, é candidata a vereadora pelo PT.
A entrevista dela aqui no blog procura mostrar um pouco da voz jovem no interior.
JUVENTUDE EM PAUTA - Com uma reconhecida trajetória de luta social em prol da juventude, por que você agora quer ser parlamentar?
Mônica - A trajetória que percorri me ensinou muitas coisas e uma delas foi que não posso ficar de braços cruzados quando uma situação prejudica meus próximos. Em Belterra, município com 12.000 habitantes no interior do Pará, é um lugar em que a política é vista como forma de ganhar dinheiro. Numa realidade em que 65% da população é jovem, temos que ter políticas sérias que valorizem este potencial. Ser vereadora é levar mais adiante as reivindicações feitas no movimento social. É ser a voz da juventude dentro de uma das instâncias de poder, não para obedecer a interesses próprios, mas os que vivem a coletividade.
JUVENTUDE EM PAUTA - O que pode fazer um vereador pela juventude de Belterra?
Mônica - O vereador tem que procurar meios para que a juventude, após capacitação, possa se inserir no mercado de trabalho. Mas esses jovens precisam de uma educação de qualidade, de um ensino modular que realmente atenda a necessidade dos jovens das comunidades e que extinguam o êxodo rural, situação comum na região. O vereador deve reinvidicar mais incentivos junto ao governo municipal que valorizem a cultura regional. Minha candidatura realmente tem esse papel, defender a juventude, pois, conheço a situação real dos jovens por estar inserida no meio juvenil. Tenho 19 anos, mas já tenho uma história aqui em Belterra que confirma o que estou falando.
JUVENTUDE EM PAUTA - Na sua opinião, qual é a situação enfrentada pelos jovens da cidade e que projetos você tem para mudar isso?
Mônica - Falar da juventude daqui é falar de uma juventude sem perspectivas de futuro. Não tem emprego, não tem universidade, funciona o ensino médio mas sem um prédio do estado, grupos juvenis desarticulados e muitos jovens envolvidos com vícios. Vou lutar junto a prefeitura para que os projetos do Governo Federal venham pra Belterra e sejam aplicados de forma correta, que mais projetos de inclusão digital sejam implantados, que os Grupos de Jovens voltem a ter atuação e que seja criado o Conselho Municipal da Juventude.
JUVENTUDE EM PAUTA - Qual sua avaliação dos programas para a juventude da prefeitura de Belterra?
Mônica - Temos o ProJovem Adolescente, o Casa Brasil, e o Bolsa Trabalho, mas algumas vezes são falhos. Tem poucas vagas e por exemplo no Bolsa-Trabalho, a maioria ainda não entrou no mercado de trabalho. Os projetos precisam ser avaliados, saber quais os cursos que os jovens querem e precisam.
JUVENTUDE EM PAUTA - O governo do estado impulsionou algumas iniciativas como a frente parlamentar e comissão de juventude na ALEPA, Parlamento Jovem e Conferência de Juventude. O que você acha delas e o que serve de exemplo para a câmara?
Mônica - Infelizmente eu não soube da frente parlamentar e nem do paralamento jovem. Muitas vezes, aqui no interior não temos tanto acesso as informações. Soube e participei da conferência de juventude aqui na região e aí na capital. Acho muito importante, é onde se conhece a situação real enfrentada pelos jovens e as propostas que estes querem para a mudança acontecer. Na câmara tenho que saber ouvir, mas também tenho que pressionar para que as propostas realmente sejam efetivadas.
JUVENTUDE EM PAUTA - Qual será sua principal bandeira na câmara?
Mônica - Será de apresentar projetos que vizem a geração de emprego e renda. Os jovens de Belterra estão ociosos, pela falta de oferta de emprego. E de que a juventude saia do anonimato.

Nenhum comentário: